Site de A a Z ///
Siga-nos:
 

▶ Divulgação ///

16/07/2019 às 13h48 > atualizado em 16/07/2019 às 21h01

Audiência alerta para importância da prevenção no combate ao câncer de cabeça e pescoço

Por Thiago Alonso

Campanhas educativas, hábitos saudáveis, centros de diagnóstico, tratamento precoce. Ações como estas são importantes para evitar os males do câncer de cabeça e pescoço. Elas foram discutidas nesta terça-feira (16) no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) durante a Audiência Pública "Prevenção ao Câncer de Cabeça e Pescoço", proposta pela deputada Cantora Mara Lima (PSC). A discussão faz parte da campanha Julho Verde, celebrado no dia 27 deste mês chamando a atenção para a importância da conscientização e prevenção destes tipos de câncer.

São denominados câncer de cabeça e pescoço os tumores localizados na boca, língua, gengivas, bochechas, faringe, laringe, esôfago, tireoide, amígdalas, palato e seios paranasais. No Brasil, são registrados a cada ano cerca de 40 mil novos casos de tumores malignos, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Esse número significa 4% de todos os tipos de câncer e é o terceiro colocado entre os homens do Brasil.

O médico Gil Henrique Albrecht Ramos, chefe do Departamento de Serviço de Cabeça e Pescoço do Hospital Erasto Gaertner, tratou do tema “Câncer na boca: como aumentar o diagnóstico precoce”. Segundo ele, o câncer é causado por uma série de fatores físicos, químicos, biológicos e psíquicos. “O estilo de vida da pessoa favorece que a semente do câncer se desenvolva”, explicou. Por isso, hábitos como tabagismo e consumo de álcool devem ser evitados. “Tudo favorece para o desequilíbrio celular. Este equilíbrio contribui para a prevenção”, afirmou.

O médico Laurindo Sassi, chefe do departamento do serviço bucomaxilofacial do Hospital Erasto Gaertner, lembrou o trabalho de mais de 30 anos na luta contra o desenvolvimento do câncer nas pessoas. “O que estamos fazendo e o que precisamos fazer para a prevenção no Paraná?”, indagou. Ele mesmo respondeu: a realização de campanhas educativas. Segundo o médico, a educação é tão importante quanto a existência de centros para o diagnóstico precoce da doença.

Já a médica Camila Ferreira Molento, fonoaudióloga e especialista em reabilitação oncológica, falou sobre a importância das próteses bucomaxilofaciais na reabilitação do paciente oncológico. Segundo ela, o uso das próteses tem o objetivo de ajudar na restauração estética, além de substituir o órgão afetado. Para a especialista, no entanto, há a necessidade de que o Sistema Único de Saúde (SUS) faça a reabilitação de pacientes com a prótese. “Esperamos colocar muitas próteses em pacientes tratados pelo SUS”, disse.

A nutricionista Aline Cristina Bucalão de Menezes tratou do impacto da alimentação na prevenção e tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Segundo ela, 60% das chances de desenvolver a doença vêm de hábitos como a má alimentação e o tabagismo. “A combinação de boa alimentação e exercícios físicos pode diminuir um em cada cinco casos de câncer. Para a prevenção, temos de evitar o consumo de alimentos industrializados e com adoçantes e estimular o consumo de mais frutas e verduras. Devemos ensinar a importância da alimentação saudável para evitar o câncer”, explicou.

Diagnóstico – No princípio da doença, o câncer de cabeça e pescoço pode não apresentar sintomas, por isso o diagnóstico inicial é importante. Nestes casos, a chance de cura se aproxima de 100%. Com o tempo, podem aparecer sintomas como manchas brancas na boca, dor local, lesões com sangramento ou cicatrização demorada, nódulos no pescoço, mudança na voz e rouquidão.

Para se prevenir, é importante evitar o tabagismo e o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, manter higiene bucal, ir periodicamente ao dentista, além de se vacinar contra o papilomavírus humano (HPV) e usar preservativos.

Ouça as entrevistas desta notícia:
Clique aqui para fazer o download do boletim

Carregando galeria do Flickr...

  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep
  • Foto: Orlando Kissner/Alep

Foto: Orlando Kissner/Alep