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Maior Parlamento Universitário!

26/07/2019 às 19h00 Por Thiago Alonso
Acabou. A quarta edição do Parlamento Universitário, um projeto da Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), foi encerrada nesta sexta-feira (26). Em pouco mais de uma semana, estudantes de 12 universidades e faculdades paranaenses passaram por uma experiência que só é garantida pelo processo democrático: como é ser um deputado. Foram dias de estudos, novidades, aprendizado e embates.

O Parlamento Universitário é uma iniciativa promovida pela Assembleia Legislativa parar estimular a participação dos jovens na vida política e criar novas lideranças para o Estado. Foi o que aconteceu com os 75 estudantes (54 deputados e 21 suplentes) presentes na edição de 2019.

Uma delas é Catarina Fracazzo, que tem 19 anos e está no 1° ano de Farmácia na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ela definiu sua participação na iniciativa como uma “superaventura”. “Eu sou estudante de Farmácia, por isso é legal estar aqui. Não é minha área”, diz. Para ela, a experiência é muito próxima do cotidiano da Assembleia, com suas sessões e Comissões. “Agora entendo melhor como é o processo legislativo. Meu namorado pede explicações sobre a Assembleia para poder dar opiniões sobre política”, conta, rindo.

Apesar de já fazer parte do movimento estudantil, participar do Parlamento Universitário despertou um outro olhar sobre a política. “Talvez eu venha a me filiar em partido e pense em seguir a carreira. Mas também tenho muita vontade de me dedicar à docência”, diz.

Alunos vivenciaram na prática o que é ser um deputado estadual. E gostaram da experiência! / Foto: Orlando Kissner/Alep

Alunos vivenciaram na prática o que é ser um deputado estadual. E gostaram da experiência! / Foto: Orlando Kissner/Alep

Responsabilidade – A responsabilidade do cargo marcou a vida de Juarez Calixto, estudante de Direito do 6° período da UniCuritiba. “A gente não tem ideia de como é complicado ser deputado. Não tinha noção de como é um trabalho tão difícil, tanto na questão de estudar e elaborar projetos, quanto no relacionamento com as pessoas. Agora sei como é trabalhoso exercer de fato a democracia, pois representamos a população”.

Aos 21 anos, ele conta que as discussões e embates nas Comissões e sessões vão ficar marcados em sua experiência. Tanto que ele considera de fato entrar para vida pública. “Penso em me filiar a um partido”, diz. A experiência no Parlamento Universitário foi definidora para isso. "Esses dias permitem que nós, jovens, observamos a política de dentro”.

De casa – Júlia Quintana Dalledone, estudante de Direito da Universidade Positivo, tem a política correndo nas veias. Ela é neta do ex-deputado Caíto Quintana, falecido em janeiro deste ano. Ela diz que a participação é enriquecedora para o futuro que quer seguir: a política. “Penso em entrar para a vida pública, sim. O Parlamento Universitário é um primeiro passo para isso”, revela.

Os corredores da Assembleia são conhecidos por ela. Frequentava com o avô, ainda crianças. Viver a experiência de ser ela mesma a deputada, no entanto, é diferente. “Me impressionou muito como os temas são tratados, como são as discussões. Nestes dias, eu cresci muito em conhecimento. Estou feliz com a oportunidade de participar”.

Ser um deputado universitário também pode influenciar as decisões de Hugo Shimada, de 21 anos, estudante do 8° período de Direito da UniCuritiba. Agora ele pensa em ser deputado de verdade. “Vi de forma prática como é o trabalho para aprovar um projeto, por exemplo. Ser deputado é uma atividade que tem um impacto direto na comunidade. Percebi como é uma função importante. Tenho vontade de participar de uma eleição”, afirma.