Comissão promove reunião para debater ICMS de importados no Paraná
Tentar sensibilizar, por meio de um abaixo assinado, vindo do setor produtivo, a revogação de um Decreto, o 442/2015 do Governo do Estado, que prevê o pagamento antecipado de 14% referentes ao ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) foi o que ficou decidido ao final da reunião promovida na manhã desta segunda-feira (6) pela Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda da Assembleia, da qual participaram entidades que representam o setor produtivo no estado, entre elas, FIEP, Fecomércio, Faciap e ACP, parlamentares, OAB, Sescap e a Receita Estadual.
O pagamento antecipado do ICMS é relativo à diferença entre as alíquotas interna e interestadual para produtos importados. Para o caso de mercadorias importadas de outro país, e comercializadas entre estados, é cobrado 4% de imposto. Pelo Decreto, a empresa precisa pagar a diferença entre a alíquota interestadual e o imposto interno, que é de 18%. Isto é, 14%, que precisam ser pagos na hora da venda. O que, segundo os críticos do Decreto, está fazendo com que os pequenos e médios empresários paguem ICMS duas vezes.
O assessor geral da Coordenação da Receita do Estado, Mauro Ferreira, alega que a alíquota é legal e obedece à lei complementar do Simples Nacional e que o objetivo da medida é proteger as empresas paranaenses, o comércio exterior do Paraná contra a guerra fiscal com outros estados.
(Sonora)
Já os representantes do setor produtivo, esperam que o governo volte atrás, porque, com isso, afirmam , “as pequenas e médias empresas estão sendo prejudicadas”.
O deputado federal João Arruda (PMDB) que é o relator do projeto do Novo Simples na Câmara Federal, também participou da reunião. Ele diz que ficou satisfeito com a atitude da Assembleia Legislativa em debater o tema.
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O presidente da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda, deputado Márcio Pauliki (PDT), lembrou que, mediar o debate também é colocar em prática alguns dos pontos centrais pelos quais luta a Comissão.
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A OAB/PR entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar revogar a medida do Governo do estado. As Associações Comerciais de Londrina, no Norte do estado e de Dois Vizinhos, no Sudoeste, entraram na justiça contra a cobrança e conseguiram liminares favoráveis.
O líder do Governo na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), diz que o Governo do Estado está aberto a discussões, mas defende a medida.
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Os deputados Requião Filho (PMDB), Tiago Amaral (PSD), Felipe Francisquini (SD), Ademir Bier (PMDB) e Anibelli Neto (PMDB) também participaram da reunião, que aconteceu no Auditório Legislativo. Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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