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Conselho de Ética inicia fase de oitivas com testemunhas de defesa de Renato Freitas (PT) em caso de protesto em supermercado

Ao todo, cinco testemunhas escolhidas pelo parlamentar prestaram depoimento.

Reunião ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (9), no Auditório Legislativo.
Reunião ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (9), no Auditório Legislativo. Créditos: Valdir Amaral/Alep

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), presidido pelo deputado Delegado Jacovós (PL), reuniu-se nesta segunda-feira (9) para ouvir cinco testemunhas de defesa do deputado Renato Freitas (PT) em um dos sete processos contra o parlamentar que tramitam no colegiado. A representação em questão (SEI 24178-41/2025) acusa Freitas de quebra de decoro devido à sua atuação em um protesto realizado em um supermercado de Curitiba.

De autoria dos vereadores de Curitiba Bruno Secco (Republicanos) e Guilherme Kilter (Novo), bem como dos deputados estaduais Tito Barichello (União) e Ricardo Arruda (PL), a denúncia acusa Freitas e apoiadores de impedir o regular funcionamento do estabelecimento da rede Super Muffato. Segundo a representação, ele retirou cestas de compras das mãos de clientes e criou um ambiente de tensão e insegurança. As ações foram registradas em vídeo. O ato, no qual as supostas irregularidades teriam ocorrido, foi realizado no dia 25 de junho do ano passado.

“O Ministério Público foi provocado a dizer se havia indícios de crime ou não. E a conclusão do órgão é que não houve nenhum crime. As testemunhas, inclusive funcionários do próprio Muffato, afirmaram no mesmo sentido, de que não houve crime”, alegou Renato Freitas. A manifestação foi motivada pela morte de Rodrigo da Silva Boschen, de 22 anos, que teria furtado uma barra de chocolate. Um funcionário e o segurança da rede foram denunciados pelo Ministério Público como autores do crime. 

Oitivas

Ao todo, cinco testemunhas escolhidas por Renato Freitas prestaram depoimento. Elas responderam a questionamentos feitos pelo advogado Edson Vieira Abdala, representante do parlamentar do PT, pelo relator do caso, deputado Artagão Júnior (PSD), e pelos demais integrantes do colegiado. Todos os depoentes participaram da manifestação e ressaltaram que o ato foi pacífico e não impediu o funcionamento do supermercado. Também relataram que não presenciaram atitudes violentas por parte de Freitas.

Deram sua versão sobre os fatos Ronaldo Boschen, pai do jovem morto no supermercado e trabalhador do setor da construção civil; Eloi da Rocha, professor; Bruno Carbonal de Melo, bancário; Andre Felipe Moreira Pinto, analista de marketing; e Gabriel Feltrin Batista, assessor parlamentar. Não houve testemunhas arroladas pelo relator.

Ao final da reunião, Abdala requereu a juntada de dois vídeos ao processo referentes à atuação do deputado Renato Freitas no ato, bem como solicitou a anexação, ao processo, da investigação realizada pelo Ministério Público que inocentou Freitas. Ambas as solicitações foram aceitas pelo Conselho de Ética.

Andamento e próximos passos

A denúncia contra Freitas, referente à sua atuação no ato realizado no supermercado, foi apresentada no dia 27 de junho — dois dias após os fatos. O processo foi registrado e autuado no dia 3 de novembro. Renato Freitas foi citado no dia 11 de novembro e apresentou sua defesa no dia 27 do mesmo mês. Artagão apresentou seu parecer no dia 1º de dezembro.

Conforme Jacovós, presidente do colegiado, o próximo passo do processo consiste na solicitação, ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), da íntegra do processo requerido por Abdala e referente ao mesmo fato investigado pelo Conselho de Ética. “Entendo que, no decorrer de 10 dias, estaremos com as diligências já finalizadas.”

Também compareceram à reunião os deputados Dr. Leônidas (CDN), Márcia Huçulak (PSD) e Thiago Bührer (União), que substituiu o deputado Tito Barichello, uma vez que ele é autor da denúncia.

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