A deputada estadual Maria Victoria (PP) participou, na segunda-feira (2), da Assembleia Geral do Sistema FAEP e reforçou o apoio aos produtores rurais paranaenses. O evento reuniu lideranças rurais de todas as regiões do Paraná e parlamentares ligados ao setor para fazer um balanço das ações realizadas em 2025 e alinhar estratégias para 2026.
Maria Victoria agradeceu o apoio do setor, destacou que mantém o gabinete de portas abertas para a construção de políticas públicas eficientes voltadas ao desenvolvimento do campo e elogiou a gestão do presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, à frente da entidade.
“O Ágide Eduardo está fazendo um trabalho maravilhoso, com sabedoria e discernimento. É um orgulho ver essa atuação firme em defesa do agro”, afirmou. “Quando o agro vai bem, o Paraná inteiro anda para frente. O Paraná é forte porque o campo é forte”, acrescentou Maria Victoria.
A deputada também ressaltou a mobilização da FAEP contra o aumento das custas cartoriais e o apoio a pautas sociais, como a campanha Fevereiro Lilás, de conscientização sobre doenças raras, além de projetos educacionais, como o Agrinho.
Articulação
Ao todo, mais de 110 participantes, representantes de dezenas de sindicatos rurais, participaram das discussões, que também contaram com a presença dos deputados federais Pedro Lupion (PP), Ricardo Barros (PP), Tião Medeiros (PP) e Sérgio Souza (MDB).
Na abertura do encontro, o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a importância da articulação permanente com o Legislativo.
“Esses deputados estão junto do Sistema FAEP e dos nossos sindicatos, ouvindo as demandas na ponta e nos ajudando em um momento de dificuldades para o agro”, afirmou.
Avanços
Meneguette ressaltou que 2025 foi um ano marcado por desafios, mas também por conquistas relevantes, reunidas no relatório anual entregue às lideranças.
Entre os principais avanços, destacou a derrubada do projeto que aumentaria de forma expressiva as custas cartoriais no Paraná. “Conseguimos travar e arquivar um projeto que previa aumento de até 532% para averbação sem valor econômico e de mais de 351% na emissão de certidões. Um impacto enorme para os produtores, especialmente em um período de dificuldades climáticas e renegociação de dívidas”, disse.
Outro ponto envolve a taxação da importação de tilápia e a retirada da proposta que classificava o peixe como espécie invasora. “Essa medida prejudicaria diretamente o Paraná, maior exportador de tilápia do Brasil e responsável por mais de 70% das exportações nacionais”, reforçou o presidente.
A crise no setor leiteiro também esteve no centro do debate como fator de preocupação. “Temos grande preocupação, principalmente porque a produção leiteira está presente nos 399 municípios do Paraná. Estamos trabalhando para buscar mecanismos de controle, mesmo sabendo que não é fácil. No Paraná, conseguimos implementar uma lei que proibiu a reconstituição de leite em pó e seus derivados importados no Estado”, afirmou Ágide.