Para Editoria de PolíticaDistribuído em 31/03/06Jornalista: Flávia PrazeresO deputado Ailton Araujo (PPS) apresentou três projetos de lei voltados ao controle e combate de doenças, um deles sugere a criação de um Programa de apoio às mulheres com neoplasia trofoblástica gestacional, o segundo institui o serviço de orientação e prevenção de câncer cérvico-uterino e de mama e o terceiro trata de campanhas permanentes de prevenção do hipotireoidismo.O Programa de apoio às mulheres com neoplasia trofoblástica gestacional deverá ser oferecido pelos órgãos públicos de saúde, com a finalidade de apoiar, orientar, tratar, reabilitar e reintegrar pacientes e ex-pacientes acometidas pela doença.Para o desenvolvimento do programa será formada uma equipe multidisciplinar de médicos, psicólogos e assistentes sociais, que irão oferecer atendimento psicológico, tratamento quimioterápico, local apropriado para reuniões de auto-ajuda, bem como exames periódicos e o estímulo à criação de grupos de apoio com pacientes voluntários, que deverão orientar, ajudar e dar amparo às mulheres portadoras das doenças.Já o segundo projeto de lei, aquele que dispõe sobre as campanhas permanentes de prevenção e combate ao hipotireoidismo no Paraná, estabelece a criação de núcleos centralizados contendo todas as informações dos pacientes, visando um controle permanente do quadro, a fim de evitar a interrupção do tratamento. A medida legal ainda permite que para sua implantação sejam firmados convênios com órgãos municipais e federais, bem como com entidades privadas. E ainda obriga o repasse das informações sobre o paciente ao núcleo.De acordo com recentes levantamentos, o hipotireoidismo atinge 12% das mulheres brasileiras, um índice superior aos registrados nos Estados Unidos, Holanda, Espanha e Noruega. E uma das conseqüências mais graves da doença é o aumento de doenças cardiovasculares, como infartos e derrames. Um outro dado alarmante identificado pelo estudo é que a doença está relacionada diretamente com o uso de fórmulas para emagrecer e no Brasil o consumo é de 30 milhões de cápsulas por ano, um dos maiores índices do mundo.CÂNCER – A última proposta tem o objetivo de ampliar o atendimento à saúde da mulher, com a aplicação de ações de orientação, prevenção e o tratamento do câncer cérvico-uterino e de mama. Para a execução o projeto estabelece algumas ações, que deverão ser realizadas pelo Poder Executivo, tais como o atendimento preventivo às mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), instalação de um modelo assistencial, realização periódica de campanhas de orientação e publicidade institucional, com a produção de material didático. E ainda o controle estatístico dos casos atendidos.Os três projetos de lei ainda serão analisados pelas comissões permanentes da Assembléia Legislativa e, em seguida, vai a plenário para a votação.