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Famílias Em Paranapoema Serão Despejadas Em Três Dias

FAMÍLIAS EM PARANAPOEMA SERÃO DESPEJADAS EM TRÊS DIAS As 800 famílias do acampamento Quilombo do Palmares, fazenda Santa Terezinha, emParanapoema região Noroeste do Estado, fizeram acordo com o Incra para desocupar aárea. A decisão de sair da fazenda foi tomada hoje (11), à tarde, depois que oSuperintende do Incra do Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, assumiu o compromisso deencontrar outra área para assentar as famílias em até 90 dias. Os Sem Terrasolicitaram três dias para retirar todos os pertences e desocupar a fazenda. Aprincípio a área designada pelo Incra é o assentamento Mãe de Deus, em JardimOlinda, próximo da região.Desde do início da manhã de hoje cerca de 1500 policiais militares permaneceram emfrente o acampamento para cumprir o mandado de despejo. Durante toda a manhã asfamílias acampadas e algumas autoridades da região, tentaram negociar a anulação daação, sem sucesso. O deputado estadual Padre Paulo, PT, acompanhou toda a negociaçãopara que não houvesse confronto entre os sem-terra e a PM. Ao término, não houveferidos, nem agressões.ContextoO acampamento Quilombo dos Palmares foi montado há três anos, quando cerca de 800famílias (2.500 pessoas) ocuparam a fazenda Santa Terezinha, em Agosto de 2003. Aarea é de 570.8 hectares, o espólio (proprietário provisório) é Mikio Maehara.No acampamento existia uma Escola Itinerante, em funcionamento há dois anos. Mas,com o despejo as crianças não terão onde estudar. Cerca de 200 crianças estavamcursando o ensino fundamental (1ª a 4ª série) na escola. A Escola Itinerante évinculada ao Governo do Estado, através do programa Educação do Campo.No acampamento também funcionavam duas turmas de Alfabetização de jovens e adultos -EJA, com cerca de 40 alunos. Além disso, as famílias organizaram uma cirandainfantil (antiga creche) que atende mais de 50 crianças por período, recebendoalimentação e atendimento educacional.As famílias Sem Terra, também organizaram um posto de saúde, com atendimento voltadopara a saúde alternativa, na área fitoterapia e de bioenergia.Durante os três anos de acampamento os trabalhadores estavam produzindo alimentospara a subsistência das famílias, como: melancia, vassoura, abóbora, mandioca everduras. Em 2004 foram produzidas mais de 70 mil arrobas de algodão, 10 mil sacasde feijão e 5.000 saca de milho. Os acampados ainda produziam queijos e doces, ecriavam gados, porcos e aves.Liderança do PT/PRKelen VanzinAssessora de Imprensa(41) 350-4157(41) 91966533www.pagina13pr.org.br
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