Um minucioso estudo coordenado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) sobre o hipotireoidismo no Brasil, revelou um cenário preocupante: nada menos do que 12% das mulheres brasileiras sofrem da doença. Esse índice é superior ao registrado nos Estados Unidos, Holanda, Espanha e Noruega. Preocupado com os dados do estudo o Deputado Estadual Pastor Ailton Araújo (PPS) protocolou na Assembléia Legislativa um projeto que dispõe sobre campanhas permanentes de prevenção, controle e combate ao hipotireoidismo, em todo o estadoUma das conseqüências mais graves do hipotireoidismo é o aumento de doenças cardiovasculares, como infartos e derrames. Outro dado preocupante da pesquisa é que o hipotireoidismo está relacionado diretamente ao uso de fórmulas para emagrecer. Das mulheres brasileiras acometidas pela doença, 34% já haviam consumido coquetéis para a perda de peso. O consumo de tais fórmulas no País é de 30 milhões de cápsulas por ano (um dos maiores do mundo). Esses medicamentos combinam redutores de apetite, diuréticos, laxantes, tranqüilizantes e, sobretudo, substâncias semelhantes a hormônios de tireóide. “Qualquer campanha que venha prevenir e combater doenças devem ser implantadas para garantir um mínimo de segurança a nossa população”, diz o deputado.Não bastasse tudo isso, o câncer de tireóide vem crescendo assustadoramente entre as mulheres brasileiras. Apenas na cidade de São Paulo, segundo levantamento do Hospital do Câncer A.C. Camargo, o número de mulheres com câncer de tiróide triplicou em 20 anos. Um dos principais entraves para o tratamento adequado do hipotireoidismo é a dificuldade de seu diagnóstico. Segundo a pesquisa da Uerj, os sintomas mais comuns da doença são pouco específicos e se confundem com outros problemas de saúde. Por isso, é necessário a criação de campanhas permanentes de prevenção, controle e combate ao hipotireoidismo em todo o Estado.Informações: Emerson Saraiva 3350-4037