Sociedade pede apoio da Assembleia para liberar medicação contra Melanoma
Há sete anos, Rebecca Montanheiro recebeu o diagnóstico de melanoma, que é o tipo de câncer de pele mais agressivo que existe. Mas como tinha plano de saúde e descobriu a doença no início, não teve metástase, que é quando a doença se espalha por outros órgãos, e sentiu a necessidade de motivar as pessoas a também obterem esse diagnóstico precoce. E criou o instituto Melanoma Brasil, que a partir da sede em Foz do Iguaçu, leva informação e conscientização para todo o país, de forma clara, para que todos possam entender.
(Sobe som)
Com Carla De Santis Gil Fernandes, que é vice-presidente da entidade, foi diferente: em 2017 ela foi diagnosticada com melanoma em fase avançada. Fez todo o tratamento pelo SUS e hoje não tem mais sinal de doença ativa. Porém, diz que o tratamento com quimioterapia oferecido pelo Sistema único de Saúde não é eficaz para os casos mais avançados. Por isso, buscou a justiça. É que os medicamentos, com custo muito alto, ainda não estão disponíveis para todos os pacientes. Ano passado, segundo Carla, dois imunoterápicos foram aprovados pela Conitec, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, mas mais de seis meses após a aprovação, quando deveriam ser liberados, eles ainda não chegaram aos hospitais públicos, onde são tratados de 70% a 75% dos pacientes. Se eles estivessem disponíveis, muitas vidas teriam sido salvas, diz.
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O deputado Doutor Batista (DEM), presidente da Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa do Paraná, demonstrou preocupação com o fato e colocou a Casa à disposição para apoiar essa liberação junto ao Ministério da Saúde.
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As falas das duas ex-pacientes ocorreram na manhã desta terça-feira (18) durante uma audiência pública remota proposta pela Comissão “com o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre a importância e a gravidade do câncer de pele/melanoma”, que teve a participação de representantes da Secretaria Estadual da Saúde (SESA), do Hospital de Londrina e Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (ABIFICC), e do hospital Erasto Gaertner, de combate ao câncer, em Curitiba, além de deputados. A cirurgiã oncológica que representou a instituição no debate, a doutora Carla Simone, lembrou a importância dessa medicação para o sucesso no tratamento.
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O mês de maio é a data internacional de combate ao melanoma. Mas na Assembleia Legislativa, em 2016, foi aprovada uma lei que instituiu o Dezembro laranja, como mês de prevenção e conscientização sobre o câncer de pele, por causa da chegada do verão. A legislação prevê ações e campanhas referentes à doença. A lei de número 18.829/2016, é de autoria do deputado Anibelli Neto (MDB).
Mais comum entre os brasileiros, o câncer de pele sozinho apresenta mais casos no país do que os outros 17 tipos de tumores, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Todos os anos são diagnosticados mais de 100 mil novos casos da doença no mundo.
O melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele originado pelas células que produzem a melanina, substância responsável pela cor da derme e apresenta 3% das neoplasias malignas da pele, apesar de ser o mais grave devido a sua alta chance de metástase.
Além da cuidar da pele, com o uso de protetor solar diariamente, conhecer pintas e manchas é fundamental para a prevenção da doença e o diagnóstico precoce, um aliado poderoso para o tratamento do câncer, em geral e, claro, também do câncer de pele.
E se você identificar pintas ou manchas assimétricas, com bordas irregulares; que tenham mais de uma cor; com mais de 5 milímetros de diâmetro, que não somem, e evoluam para lesões, elas merecem atenção especial, alertam os especialistas.
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