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CPI da Saúde Psiquiátrica recebe novas denúncias de atendimento inadequado
Sandra C. Pacheco
Fonte: Assessoria de Imprensa - (41) 3350-4049/4188
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Duas novas denúncias foram trazidas à CPI da Saúde Psiquiátrica da Assembleia Legislativa na reunião realizada na tarde desta quarta-feira (18), pelo preceptor-chefe da Residência Psiquiátrica do Hospital Nossa Senhora da Luz, Marcelo Daudt Von Der Heyde: crianças portadoras de transtornos mentais estariam sendo tratadas juntamente com dependentes químicos e alcóolicos nos dois Centros de Atendimento Comunitário-CAPES- infantis de Curitiba, um procedimento totalmente desaconselhado pelas associações médicas do setor. E adolescentes entre 16 e 18 anos estariam recebendo tratamento contra dependência química junto com adultos.
O presidente da comissão, deputado Ney Leprevost (PSD), disse que a informação será levada à Procuradoria da Criança e do Adolescente para as providências cabíveis. “A cada reunião ficamos mais preocupados com a situação do atendimento psiquiátrico na capital. Nas próximas semanas pretendemos visitar os hospitais que ainda prestam esse tipo de atendimento, bem como buscar um panorama das ruas, onde cresce o número de pessoas desabrigadas por conta do fechamento de leitos psiquiátricos, colocando em risco não apenas a si próprias, mas ameaçando a segurança de outras pessoas que podem vir a ser atacadas por um doente em surto”, afirmou Leprevost.
Politicas anacrônicas – Von Der Heyde confirmou informações fornecidas anteriormente pelo presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria, André Rotta Burkiewicz, quanto ao fechamento de mais de 440 leitos psiquiátricos na capital nos últimos dois anos, a drástica redução do atendimento ambulatorial e dos chamados hospitais-dia, basicamente decorrentes do subfinanciamento pelo SUS, além da inadequação dos seis leitos abertos no Hospital do Idoso, que não possuem as condições de isolamento indispensáveis ao tratamento dos enfermos.
Para ele, está havendo uma ideologização da assistência psiquiátrica em Curitiba e no País. “Os responsáveis insistem num sistema equivocado, que fracassou nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Itália, esta última o berço do sistema antimanicomial. Em função da complexidade das demandas, esses países estão revendo suas posições e adotando novas políticas. De um modo geral, a Psiquiatria é contra o atual sistema de saúde mental brasileiro, onde pacientes podem ficar em surto sem a assistência necessária, submetidos, bem como suas famílias, ao total desespero e desamparo”.
Heyde frisou ainda que não é contrário aos CAPES – cujo número, em Curitiba, considera insuficiente para suprir a demanda – e sim ao sistema federal que os considera praticamente como os locais exclusivos para prestar esse tipo de atendimento: “Não há uma estrutura completa, com médicos especialistas 24 horas e instalações apropriadas, nem nos CAPES nem nas UPAS. Aqui, como já ocorreu nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Itália, estamos vendo crescer a população psiquiátrica nas ruas e nos presídios, em consequência da desativação de leitos. Sem contar com outros problemas, como a disponibilização de apenas dois medicamentos antidepressivos pela rede pública, limitando as possibilidades de um atendimento mais eficaz”, lamentou.
Participaram da reunião, além do depoente e do presidente da comissão, os deputados Felipe Lucas (PPS) e Pastor Gilson de Souza (PSC), e o presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria, André Burkiewicz.
O presidente da comissão, deputado Ney Leprevost (PSD), disse que a informação será levada à Procuradoria da Criança e do Adolescente para as providências cabíveis. “A cada reunião ficamos mais preocupados com a situação do atendimento psiquiátrico na capital. Nas próximas semanas pretendemos visitar os hospitais que ainda prestam esse tipo de atendimento, bem como buscar um panorama das ruas, onde cresce o número de pessoas desabrigadas por conta do fechamento de leitos psiquiátricos, colocando em risco não apenas a si próprias, mas ameaçando a segurança de outras pessoas que podem vir a ser atacadas por um doente em surto”, afirmou Leprevost.
Politicas anacrônicas – Von Der Heyde confirmou informações fornecidas anteriormente pelo presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria, André Rotta Burkiewicz, quanto ao fechamento de mais de 440 leitos psiquiátricos na capital nos últimos dois anos, a drástica redução do atendimento ambulatorial e dos chamados hospitais-dia, basicamente decorrentes do subfinanciamento pelo SUS, além da inadequação dos seis leitos abertos no Hospital do Idoso, que não possuem as condições de isolamento indispensáveis ao tratamento dos enfermos.
Para ele, está havendo uma ideologização da assistência psiquiátrica em Curitiba e no País. “Os responsáveis insistem num sistema equivocado, que fracassou nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Itália, esta última o berço do sistema antimanicomial. Em função da complexidade das demandas, esses países estão revendo suas posições e adotando novas políticas. De um modo geral, a Psiquiatria é contra o atual sistema de saúde mental brasileiro, onde pacientes podem ficar em surto sem a assistência necessária, submetidos, bem como suas famílias, ao total desespero e desamparo”.
Heyde frisou ainda que não é contrário aos CAPES – cujo número, em Curitiba, considera insuficiente para suprir a demanda – e sim ao sistema federal que os considera praticamente como os locais exclusivos para prestar esse tipo de atendimento: “Não há uma estrutura completa, com médicos especialistas 24 horas e instalações apropriadas, nem nos CAPES nem nas UPAS. Aqui, como já ocorreu nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Itália, estamos vendo crescer a população psiquiátrica nas ruas e nos presídios, em consequência da desativação de leitos. Sem contar com outros problemas, como a disponibilização de apenas dois medicamentos antidepressivos pela rede pública, limitando as possibilidades de um atendimento mais eficaz”, lamentou.
Participaram da reunião, além do depoente e do presidente da comissão, os deputados Felipe Lucas (PPS) e Pastor Gilson de Souza (PSC), e o presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria, André Burkiewicz.
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