CPI ouve representantes de mutuários e construtoras
Os deputados membros da CPI das Construtoras, Incorporadoras e Imobiliárias reuniram-se nesta quarta-feira (8), na Assembleia Legislativa do Paraná, para ouvir os representantes das construtoras e incorporadoras com o maior número de queixas junto ao Procon estadual. O presidente da Associação Nacional dos Mutuários do Paraná (ANM-PR), Luiz Alberto Copetti, também contribuiu com a comissão, relatando as principais reclamações recebidas pela Associação.
Durante a exposição, Copetti explicou que atualmente as queixas por danos no imóvel superam em muito problemas como o atraso nas obras. “As construções entregues em 2014 começam agora a gerar problemas. O que se observa é, em muitos casos, o uso de material de baixa qualidade nas construções”.
O representante da empresa PDG – LN 7 Incorporações e Empreendimentos S.A., Bruno Guimarães, foi ouvido pela comissão a respeito das taxas cobradas pela empresa e sobre as regras que norteiam os contratos em caso de rescisão e problemas estruturais. Ao ser questionado sobre as reclamações formalizadas por clientes, Guimarães respondeu que todas as questões estão agora submetidas ao Judiciário.
O diretor de Produção da MRV Engenharia e Participações S/A, Ralf Sade Haddad, explicou que a empresa passou por uma ampla reestruturação e no momento já não tem obras atrasadas. Ele informou também que a MRV não cobra valores como taxas de corretagem ou Sati – Serviço de Assessoria Técnica Imobiliária, desde 2014. A empresa também disponibilizou contratos e documentos para análise da comissão.
O deputado Tião Medeiros (PTB) comentou os depoimentos prestados à CPI: “Ficou bastante claro que algumas construtoras já regularizam sua situação. Trouxeram clareza aos seus contratos. Mas outras ainda se valem do ‘quanto pior melhor’ para elas. Eu acredito que o nosso objetivo é identificar as irregularidades contratuais e denunciar os ilícitos em detrimento do consumidor”.
O presidente da CPI, deputado Missionário Ricardo Arruda (DEM), lembrou que documentos encaminhados pelo Procon mostravam mais de 170 reclamações referentes ao setor imobiliário em 2015, e que a comissão tem muita importância na apuração dessas irregularidades. “Nós percebemos que algumas construtoras esperam ordens judiciais para se adequar ou adequar contratos. E isso mostra má fé para com os consumidores. Semana que vem teremos a participação de representantes do Ministério Público, uma vez que o relatório será enviado para eles”, concluiu.
A PDG – LN 7 Incorporações e Empreendimentos S.A. tem cinco dias úteis para apresentar os contratos para análise da CPI.
Notícias Relacionadas
Deputado Arilson Chiorato (PT) acusa Copel de praticar violência política com nova medida judicial
Leia mais
Deputado Arilson Chiorato (PT) começa coleta de assinaturas para CPI da Copel
Leia mais
Deputado Arilson Chiorato (PT) começa coleta de assinaturas para CPI da Copel
Objetivo é apurar, investigar e acompanhar os fatos sobre a existência de uma suposta dívida de R$ 3,2 bilhões e irregularidade na contratação de serviços.
Leia mais
Relatório final da CPI das ONGs aponta necessidade de aperfeiçoar legislação
Leia mais