Deputada Luciana Rafagnin (PT) pede ao Ministério que reveja prazos para obrigatoriedade de plantio com sementes orgânicas
O ano de 2027 está quase chegando e, junto com ele, bate à porta o prazo estabelecido nas portarias nº 52/2021 e 404/2022 do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) para que os sistemas orgânicos de produção adquiram mudas de hortaliças obtidas a partir unicamente de sementes orgânicas. A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), que é líder do Bloco Parlamentar da Agricultura Familiar na Assembleia Legislativa do Paraná, está preocupada com a situação e lembra que é necessário que “haja políticas públicas de apoio e fomento a viveiros de mudas, bancos de sementes orgânicas, linhas de financiamento, de pesquisa, de assistência técnica, extensão rural e acompanhamento da produção, especialmente voltadas ao segmento da agricultura familiar”. “É necessário, antes, um conjunto de medidas, do planejamento à execução dessas políticas, para tornar viável a cobrança do prazo estabelecido”, diz a parlamentar.
Para a engenheira agrônoma da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar), Janete Rosane Fabre, “sem o suporte de políticas públicas que garantam condições aos agricultores familiares de uma produção certificada de sementes como sendo 100% orgânica, o que seria um incentivo ao plantio de alimentos saudáveis torna-se penalização”. “Não temos políticas públicas que signifiquem avanços nessa perspectiva e que permitam disponibilizar e garantir sementes para todas as famílias produtoras neste momento”, completa. Janete ilustra essa avaliação com o dado da base da Rede Ecovida, de certificação participativa, constituída por mais de 1.600 famílias produtoras de alimentos orgânicos e agroecológicos nos três estados do Sul.
“Precisa existir um sistema, uma logística maior, senão vira mecanismo de exclusão e serve para inviabilizar a produção nos pequenos estabelecimentos rurais”, acrescenta a engenheira agrônoma da Assesoar. Janete lembra que há inúmeras implicações, culturas produtivas e processos diversificados a serem considerados nessa exigência legal. “Leva-se, no mínimo, de três a quatro anos de pesquisas em melhoramento e de limpeza de agroquímicos para se chegar em uma leitura clara de um processo de certificação, dependendo do alimento cultivado e também do campo de multiplicação, se já é uma área certificada ou se ainda será preparada para esse fim”, comenta.
Na retomada dos trabalhos das sessões legislativas, após o recesso parlamentar do meio do ano, a deputada Luciana enviou um requerimento ao Ministério da Agricultura, a fim de solicitar a adequação dos prazos estabelecidos para garantir que os produtores tenham acesso às mudas e sementes, sem que a produção orgânica seja inviabilizada, bem como para que se tenha tempo de adotar iniciativas de fomento de viveiros de mudas e bancos de sementes orgânicas.
Notícias Relacionadas
"Agepar destina R$ 3,9 bilhões dos precatórios da Sanepar aos consumidores", destaca deputada Luciana Rafagnin (PT)
Valor de precatório da União será aplicado integralmente na redução das tarifas de água e esgoto; companhia já anunciou recurso.
Leia maisDeputada Luciana Rafagnin (PT) defende valorização dos profissionais da educação
A parlamentar ressaltou que a luta pela reestruturação das carreiras representa uma questão de justiça para os profissionais que atuam diariamente nas escolas paranaenses.
Leia maisDeputada Luciana Rafagnin (PT) propõe Voto de Congratulações pelos 50 anos da APAE de Francisco Beltrão
A homenagem reconhece a trajetória da entidade na defesa da inclusão, da educação especial e dos direitos das pessoas com deficiência.
Leia maisDeputada Luciana Rafagnin (PT) reforça apoio ao fim da escala 6×1 e critica proposta de jornada de sete dias consecutivos
Além do discurso em plenário, a parlamentar protocolou requerimento solicitando o envio de expediente aos senadores da República em apoio à PEC que acaba com a escala 6×1.
Leia mais