Encontro estadual vai discutir importância do diagnóstico da doença celíaca na infância
O debate reunirá médicos e nutricionistas; serão abordados aspectos da dieta sem glúten, que deve ser adotada para toda a vida.
A importância do diagnóstico e os desafios do pós-diagnóstico da Doença Celíaca durante a infância serão os temas centrais do IV Encontro Estadual do Dia do Celíaco, que acontece na terça-feira (7), às 9 horas, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). O evento é proposto pelo deputado Evandro Araújo (PSC) e atende a Lei estadual nº 18.705, de 8 de janeiro de 2016, que inseriu no calendário oficial de eventos do Paraná o Dia Estadual do Celíaco, a ser celebrado anualmente no dia 20 de maio. A lei é de autoria da ex-deputada Claudia Pereira.
O encontro contará com a palestra da médica Lorete Maria Silva Kotze, doutora pela Escola Paulista de Medicina e especialista em Gastroenterologia, Gastroenterologia Pediátrica e Clínica Médica, e uma das fundadoras da Associação dos Celíacos do Paraná (Acelpar), que abordará o tema “Diagnóstico da Doença Celíaca na Infância e na Adolescência”. Ainda na ocasião, será entregue à doutora Lorete o título de Cidadã Benemérita do Estado do Paraná, conforme prevê a Lei estadual nº 19.512, de 21 de maio de 2018, de autoria da ex-deputada Claudia Pereira e aprovada pelo Poder Legislativo.
A programação do IV Encontro Estadual do Dia do Celíaco ainda conta com a palestra da nutricionista Pryscila Zenetti Oms. Ela abordará todos os aspectos da dieta sem glúten para celíacos. Representantes do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) também apresentarão as ações de desenvolvimento de cardápios para alunos das escolas estaduais com necessidades alimentares especiais, como a doença celíaca, por exemplo. Por fim, membros da Acelpar farão uma apresentação das principais ações realizadas pela instituição em prol dos portadores da doença celíaca do estado do Paraná.
Intolerância ao glúten – Segundo a Acelpar, a doença celíaca é autoimune e afeta o intestino delgado, interferindo diretamente na absorção de nutrientes essenciais ao organismo, como carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais e água. Caracteriza-se pela intolerância permanente ao glúten em pessoas geneticamente predispostas. O único tratamento é a dieta isenta de glúten por toda a vida. Geralmente aparece na infância, nas crianças com idade entre um e três anos, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive nas pessoas adultas e idosos.
O glúten é a principal proteína presente no trigo, na aveia, no centeio, na cevada e no malte. A ingestão de alimentos com este tipo de proteína pelos celíacos se torna tóxica e provoca lesões no intestino delgado, impedindo a adequada absorção dos alimentos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isso a dieta deve ser seguida à risca. O quadro clínico da doença se manifesta com e sem sintomas. No primeiro caso manifesta-se ao introduzirmos alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas aos bebês, entre outros produtos industrializados com cereais proibidos. Caracteriza-se pela diarreia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia, emagrecimento e falta de apetite, barriga inchada, vômitos, dor abdominal, entre outros sintomas.
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