Presidente do Tecpar fala à Comissão de Saúde sobre o crescimento da produção de vacinas
A Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa do Paraná reuniu-se na manhã desta terça-feira (5) para ouvir o presidente do Tecpar, Júlio Cézar Felix, sobre a produção de vacinas antirrábica e H1N1, contra a gripe. Ele fez um breve relato sobre a atuação do órgão, uma empresa pública de direito privado existente há 76 anos. Dividido em quatro grandes seções, o Laboratório Farmacêutico, o de Soluções Tecnológicas, de Educação Não Formal e a de Empreendedorismo Tecnológico Inovador, também atua em conjunto com as sete universidades estaduais. Constitui-se, em última análise, em indústria pública para atender exclusivamente o setor público.
Além de produzir kits de diagnóstico, é hoje o único fornecedor de vacina antirrábica para o Ministério da Saúde realizar o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva, bem como o único produtor no mundo que desenvolve a vacina antirrábica em escala industrial, produzida por cultivo celular, utilizando o processo de perfusão, método inédito que permite a obtenção de um medicamento mais puro e capaz de induzir maior produção de anticorpos. Seu laboratório, que passou por um processo de adaptação entre 2009 e 2012 visando a implantação de tecnologia mais moderna, obteve o registro da nova fórmula da vacina antirrábica em 2012 e retomou a produção em 2013, com 5 milhões de doses. Em 2014 dobrou a produção e em 2015 atingiu o patamar de 15 milhões de doses, sempre em estreita colaboração com o Ministério da Saúde.
Para este ano, o órgão federal apontou aumento da demanda para 31,5 milhões de doses. Para fazer frente a esses novos números o Tecpar subcontratou o laboratório paulista Biovet – especializado em vacinas para bovinos – escolhido mediante licitação aberta da qual participaram três concorrentes. Felix explicou que o contrato, a um custo de R$ 15,7 milhões para a produção de 23 milhões de doses, se refere à utilização da planta (fábrica) do laboratório paulista para a confecção da vacina desenvolvida pelo Tecpar, de qualidade reconhecida e potencializada pela ampliação da validade de 12 para 24 meses e pela diminuição da dose de dois para um mililitro, graças a estudos realizados pela instituição paranaense.
O faturamento da empresa com produção de vacina antirrábica cresceu 177% em 2015, indo de R$ 6,9 milhões em 2014 para RS 19,1 milhões. Sobre a produção de vacinas contra a gripe H1N1, Felix informou que o Tecpar dispõe de pessoal e conhecimento para colaborar com o Instituto Butantã, fabricante exclusivo da fórmula para o Ministério da Saúde. Hoje o laboratório paulista produz 53 milhões de doses, suficientes para atender a demanda nacional.
O convite feito ao presidente do Tecpar foi uma iniciativa do deputado Nereu Moura (PMDB). Participaram da reunião também os deputados Chico Brasileiro (PSD), Nelson Luersen (PDT) e Alexandre Guimarães (PSD).
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