Projeto que regionaliza os serviços de água e esgoto avança na Assembleia Legislativa
Proposta teve parecer aprovado na Comissão de Finanças e Tributação em reunião extraordinária nesta quarta-feira (23).
O projeto de lei complementar 4/2021, de autoria do Poder Executivo, que institui as microrregiões dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário do oeste, do centro-leste e do centro-litoral e suas respectivas estruturas de governança teve o parecer favorável, apresentado pelo deputado Douglas Fabrício (CDN), aprovado nesta quarta-feira (23) durante reunião extraordinária da Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa do Paraná.
O Executivo explica que a matéria atende às obrigações impostas pela Lei Federal n° 14.026/2020, conhecida como novo Marco Legal do Saneamento Básico, que estabelece que Estados promovam a regionalização do saneamento básico até a data limite de 15 de julho de 2021. O Paraná tem até esta data para promover a regionalização, determinada pelo marco regulatório nacional, que também exige que os contratos de prestação dos serviços públicos garantam o atendimento de 99% da população com água potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.
A proposta havia recebido pedido de vista do deputado Luiz Fernando Guerra (PSL) na reunião da Comissão realizada na terça-feira (22). O deputado não apresentou voto em separado e não pediu diligência para maiores informações sobre o tema em razão do curto prazo para a aprovação do texto, mas questionou o porquê do envio em regime de urgência de uma proposta que merecia um debate muito maior, não só por parte dos deputados, mas também com a sociedade.
“A lei federal estipulou prazo de um ano para que a regionalização fosse feita pelos estados, caso contrário a União fará. Causou estranheza esse projeto chegar semana passada com regime de urgência e prazo de 15 de julho para ser sancionado. Precisaria saber de informações que não estão no projeto, como a posição da Sanepar; se os municípios autônomos concordam com a regionalização; também não tem nenhuma manifestação da Agepar, que é a Agência Reguladora do serviço”, indagou.
O deputado também questionou o fato da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDU) ter realizado quatro audiências públicas, conforme determina a lei federal, e que as deliberações desses encontros não constam no projeto. “Foi contratada uma consultoria de São Paulo para fazer o estudo e nele não cita as audiências, pelo contrário, diz que é preciso maior discussão. A celeridade faz com que atropelemos alguns quesitos. O estudo se restringiu a três autarquias que serão criadas, em Curitiba, Londrina e Maringá. O objetivo do Marco é universalizar o serviço. Faço aqui a ressalva para que nos próximos projetos tenhamos mais tempo para debater e realizar diligências, que seriam necessárias nesse momento”, finalizou Guerra.
O mesmo pensamento apresentou o deputado Arilson Chiorato (PT), que justificou o voto favorável com ressalvas sobre a necessidade de um debate maior com a sociedade e publicidade dos atos. “Foram quatro audiências e nenhuma de forma efetiva e que trouxeram sugestões”.
O relator da matéria, deputado Douglas Fabrício, agradeceu a confiança dos deputados na aprovação do relatório favorável e frisou que o documento foi realizado de forma técnica dentro do que compete à Comissão de Finanças e Tributação. “Demonstra que o Paraná precisa fazer. Se não fizer agora o Governo Federal fará de cima para baixo. Na nossa Comissão é muito importante que essa discussão aconteça para que seja dada uma maior atenção à essa Casa”.
O presidente do grupo, deputado Nelson Justus (DEM), destacou a importância desse debate na Comissão e que deverá ser levado para o plenário, quando a proposta for para votação. “Concordo com tudo que falaram. Fico preocupado. Acho que na CCJ esse questionamento já deveria ter sido feito. Em plenário, temos o dever de assim proceder”, disse. “Tem prazo, mas acho que a Assembleia tem que ter o respeito e tomar cuidado com tudo o que estamos votando. Um projeto com 300 páginas deveria ter mais tempo para todo esse pitaco. Na nossa Comissão, que é técnica, acho que todos deram a sua opinião, cabe agora no plenário fazer essa discussão e pedir que isso não volte e acontecer”, completou.
Por fim, os deputados também aprovaram o parecer favorável do deputado Delegado Jacovós (PL) ao projeto de lei 270/2021, do Poder Executivo, que promove mudanças no programa Cartão Futuro. Entre as alterações na lei 20.084/2019 está a ampliação da idade, agora para 21 anos, dos jovens que poderão ser contratados na condição de Jovem Aprendiz.
Notícias Relacionadas
Proposta aprovada na Alep estimula compostagem de resíduos orgânicos em residências e condomínios
Texto assinado pelos deputados Arilson Chiorato (PT) e Goura (PDT) cria campanha permanente de compostagem.
Leia maisMédico Renato Valmassoni Pinho recebe título de Cidadão Benemérito do Paraná
Homenagem foi proposta pelo ex-deputado Nelson Justus.
Leia mais
Em discurso no Plenário, líder da Oposição defende o fim da escala 6x1 e melhora da qualidade de vida dos trabalhadores
Deputado Arilson Chiorato (PT) relaciona a proposta da escala 5x2 ao fortalecimento da economia, à ampliação de direitos trabalhistas e à valorização da população brasileira.
Leia mais
Oposição destaca programa de renegociação de dívida do Governo Federal e aponta impactos no acesso ao crédito
Líder da Oposição na Casa, Arilson Chiorato (PT), afirma que o Desenrola 2.0 pode reduzir inadimplência e estimular a economia.
Leia mais