Projeto que revoga o título de Cidadão Honorário a José Dirceu é retirado de pauta por uma sessão
O projeto retorna à pauta na sessão de segunda-feira (23), com resposta à questão de ordem sobre o quórum necessário para sua aprovação.
Em decorrência de uma questão de ordem protocolada pelo deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), o projeto de lei revogando o título de Cidadão Honorário do Paraná concedido ao ex-ministro José Dirceu foi retirado de pauta por uma sessão. No documento, o peemedebista formalizou o questionamento feito ainda na terça-feira (17) em relação ao quórum mínimo necessário para aprovação desta matéria.
O adiamento da votação da proposição de nº 618/2015, do deputado Felipe Francischini (SD), que está em segundo turno, foi anunciado nesta quarta-feira (18), pelo deputado Jonas Guimarães (PMDB), 1º vice-presidente, que presidiu a sessão plenária. Romanelli, que havia questionado verbalmente o resultado da votação quando a matéria foi apreciada na terça-feira em primeiro turno, argumenta no documento que seriam necessários 28 votos para aprovar o projeto. O entendimento do peemedebista, que recebeu apoio de deputados da bancada do PT, é de que, como a proposição de título de cidadão honorário necessita de 28 votos para ser aprovada, a revogação do título deve exigir o mesmo número mínimo de votos.
O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), esclareceu na terça-feira (17) que a Constituição Federal, em seu artigo 47, estabelece que projeto de lei ordinária precisa de maioria simples para sua aprovação. Diz o seguinte o art. 47: “Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros”. Nesta quarta-feira o deputado Felipe Francischini, que tem o mesmo entendimento de Traiano, usou a tribuna para apresentar um breve estudo sobre o que diz a legislação em relação ao quórum de votação de lei ordinária. “É um absurdo falar que há necessidade de 28 votos”, frisou.
Romanelli e o deputado Tadeu Veneri (PT) argumentam ainda que a proposta de Francischini é ilegal e inconstitucional, uma vez que quando da concessão o homenageado se enquadrava perfeitamente nos requisitos exigidos. Este título, afirmam, não é transitório, mas permanente, em função dos relevantes serviços prestados. Na votação em primeiro turno, quando foi analisada a constitucionalidade da proposta, a matéria recebeu 23 votos favoráveis e 5 contrários, sendo registradas também 6 abstenções. O questionamento formal de Romanelli deverá ser respondido na sessão de segunda-feira (23), quando o projeto retorna à pauta em segundo turno.
Honraria – Na avaliação de Francischini, José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil do Governo Lula, que cumpre pena por participação no escândalo do “Mensalão” e também está sob investigação por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás, não se enquadra mais nos preceitos exigidos para a concessão da honraria. O projeto revoga a Lei estadual nº 14.038/2003, que concedeu o título de Cidadão Honorário. "Não é justo alguém com condenação por crimes contra a Administração Pública e corrupção ter uma honraria como esta," afirma Francischini. “A honraria é dada para quem tem reputação ilibada. E reputação ilibada é o que ele não tem”, acrescentou.
Bicicletas – Nesta sessão foi aprovado em primeiro turno o projeto de lei nº 53/2015, do deputado Péricles de Mello (PT), que obriga os estabelecimentos que comercializam bicicletas no Paraná a fornecer ao consumidor, no ato da compra, um manual contendo normas de circulação, infrações, penalidades, direção defensiva e primeiros socorros, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, e um documento fiscal com o número de registro de série do veículo.
Também em primeira discussão passou o projeto de nº 682/2015, do deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) que concede o título de Cidadão Benemérito do Estado do Paraná ao padre Roberto Morais de Medeiros. “Toda a história de vida, fé, caridade e cura que envolve o homenageado justificam o nosso projeto”, afirma o deputado, no texto da proposição. Padre Roberto nasceu em Ibaiti, no Norte Pioneiro do estado, e foi ordenado sacerdote em agosto de 2008. Devoto de São Miguel Arcanjo decidiu construir, em Bandeirantes, um santuário dedicado ao santo. A obra é a terceira maior do mundo dedicada a São Miguel Arcanjo.
Mulheres – Em terceira discussão passou o projeto de nº 661/2015, do Poder Executivo, que tem a finalidade de promover a paridade no processo de composição do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Paraná (CEDM/PR) e dar mais clareza a sua estrutura administrativa. Através dessa proposição o Governo está alterando diversos dispositivos da Lei nº 17.504, de 11 de janeiro de 2013, que criou o órgão. Os demais projetos relacionados na pauta – a Ordem do Dia – também foram aprovados.
Notícias Relacionadas
Assembleia Legislativa realiza sessão em homenagem ao Dia do Bombeiro
Solenidade, proposta pelo deputado Ney Leprevost (Republicanos), celebrou a data, que é celebrada em 2 de julho.
Leia mais
Assembleia Legislativa celebra criatividade e inovação com vencedores do World Creativity Day
Vencedores da edição 2026 foram recepcionados pelo presidente da Casa, deputado estadual Alexandre Curi (Rep).
Leia mais
Hub do Bem, projeto da Escola do Legislativo, conquista 3º lugar no 11º Prêmio ABEL 2026
Premiação reconhece iniciativas desenvolvidas por Escolas do Legislativo e de Contas de todo o país.
Leia mais
Escola do Legislativo participa da 5ª Marcha dos Legislativos Municipais Paranaenses e reforça compromisso com a educação cidadã
Evento ocorre entre os dias 16 e 19 de junho, em Curitiba.
Leia mais