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Qualidade da educação no Paraná foi tema de audiência pública

Kharina Guimarães.
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Deputados, pesquisadores e representantes sindicais participaram nesta terça-feira (10) de audiência pública para debater a qualidade da educação no Paraná, a queda do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Estado e as políticas públicas de investimentos no setor. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) vinculado ao Ministério da Educação, do Censo Escolar e da Secretaria de Estado da Educação foram apresentados para demonstrar a evolução da rede estadual de ensino nos últimos anos.

O levantamento revelou que o Paraná não tem atingido a meta de 4,5 pontos no Ideb, índice que mede a qualidade da educação. Em 2015, o último dado divulgado, o estado alcançou a nota de 4,3. “É um dado preocupante. Muita gente pode pensar que basta uma recuperação para tudo estar resolvido, mas não é assim. Ele é resultado de uma série de políticas. Está ocorrendo uma estagnação e até um retrocesso. Temos que ter olhos para os planos de educação”, afirmou Yvelise Arcoverde, ex-secretária de Estado da Educação.

Os números também mostraram uma queda de 17% no número de matrículas, redução no número de professores e resultados abaixo da meta no Ensino em Tempo Integral. Já na formação de docentes o número de especialistas, mestres e doutores aumentou.

O financiamento da educação é um dos fatores apontados pelas pesquisadoras com interferência direta na qualidade do ensino. O Paraná adotou uma meta de investimentos acima do estabelecimento em lei federal e tem cumprido o índice de 30% para a educação básica. Cada aluno da rede estadual de educação representa para o estado um investimento de R$ 6 mil por ano.

No entanto, o modelo é considerado frágil por estar suscetível às variações do cenário econômico, como queda na arrecadação de impostos e da atividade econômica. “É preciso passar a gastar o necessário. Olhar para o aluno que está fora da escola, para as condições de qualidade do que é oferecido e investir o que é necessário”, alertou Andréa Barbosa Gouveia, professora do Setor de educação da Universidade Federal do Paraná.

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