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Rasca defende feriado e diz que Dia da Consciência Negra não tem preço
Assessoria de Imprensa, com a colaboração do jornalista Carlos Kaspchak.
Fonte: Assessoria de Imprensa (41) 3350-4188 ou 4049
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O deputado Rasca Rodrigues (PV) defendeu nesta quarta-feira (20), em pronunciamento no Plenário da Assembleia Legislativa, a lei emanada da Câmara Municipal de Curitiba que estabelece o dia 20 de novembro como feriado municipal do Dia da Consciência Negra, que foi suspenso por decisão judicial liminar a pedido da Associação Comercial do Paraná (ACP) e do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon). “Consciência não tem preço. Esta questão é mais importante que uma simples questão econômica. Trata-se de reconhecer a história desta tragédia negra no Brasil, que foi a escravidão”, disse o deputado, acrescentando que as duas entidades alegam que o feriado provocaria um prejuízo de R$ 160 milhões ao comércio de Curitiba.
Rasca frisou que se solidarizava com a Câmara de Curitiba no caso da lei do Dia da Consciência Negra. “Não é possível que uma lei legítima seja contestada com argumentos atrasados, como se só as questões econômicas devessem ter atenção da cidadania. O Dia da Consciência Negra é uma data nacional e feriado em mais de 1,4 mil municípios no Brasil”, declarou. “Mesmo este argumento financeiro, o do prejuízo de R$ 160 milhões, não passa de um artifício matemático, de uma conta fajuta. Simplesmente dividiram o PIB de Curitiba pelos dias úteis do ano”, afirmou Rasca. “Além de tudo, esqueceram que são as datas comemorativas comerciais, dias das mães, dos pais, por exemplo, que alavancam as vendas no geral. Nos dias normais o movimento é muito menor, mas muito menor que os tais R$ 160 milhões propalados”.
Rasca também rebateu o argumento de que ao se criar um feriado para os negros também se deveria criar um para as outras etnias. “Os italianos, os alemães, os polacos e os espanhóis, vieram por livre iniciativa, mesmo que motivados pela crise, em busca de novas oportunidades. Os negros não. Vieram amarrados, arrastados e acorrentados”, disse. O deputado lembrou que o Censo revela que 27% população de Curitiba se declara negra e que no Brasil são 44,2%.
Rasca frisou que se solidarizava com a Câmara de Curitiba no caso da lei do Dia da Consciência Negra. “Não é possível que uma lei legítima seja contestada com argumentos atrasados, como se só as questões econômicas devessem ter atenção da cidadania. O Dia da Consciência Negra é uma data nacional e feriado em mais de 1,4 mil municípios no Brasil”, declarou. “Mesmo este argumento financeiro, o do prejuízo de R$ 160 milhões, não passa de um artifício matemático, de uma conta fajuta. Simplesmente dividiram o PIB de Curitiba pelos dias úteis do ano”, afirmou Rasca. “Além de tudo, esqueceram que são as datas comemorativas comerciais, dias das mães, dos pais, por exemplo, que alavancam as vendas no geral. Nos dias normais o movimento é muito menor, mas muito menor que os tais R$ 160 milhões propalados”.
Rasca também rebateu o argumento de que ao se criar um feriado para os negros também se deveria criar um para as outras etnias. “Os italianos, os alemães, os polacos e os espanhóis, vieram por livre iniciativa, mesmo que motivados pela crise, em busca de novas oportunidades. Os negros não. Vieram amarrados, arrastados e acorrentados”, disse. O deputado lembrou que o Censo revela que 27% população de Curitiba se declara negra e que no Brasil são 44,2%.
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