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Reciclagem de Chumbo Será Assunto Na Próxima Reunião da Cema
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Os deputados ouviram nesta quinta-feira (16) o posicionamento contrário da Organização não Governamental dos Movimentos Popular Nacional e Internacional no Brasil – M.O.P.N.I.B à instalação da empresa CPG LTDA, em Mauá da Serra. A ONG quer impedir a renovação do Licenciamento de Instalação da recicladora de chumbo, que tem vencimento previsto para o dia 10 de outubro deste ano. Segundo o geógrafo Everton de Oliveira Pires, o local é inadequado para a construção porque é uma região de alto potencial agricultável e compromete as Nascentes dos Rios Meio e Preto, que pertencem à bacia do Tibagi, na Serra do Cadeado. O rio abastece toda a região metropolitana de Londrina. Além disso, não há necessidade de mais uma recicladora de chumbo no estado. “O Paraná precisa de apenas duas recicladoras para atender a demanda interna que é de 50 toneladas mensais de material reciclado, mas já comportamos 27. Está claro para mim que estamos recebendo sucata de chumbo de outros Estados. Lugares onde a legislação ambiental é mais rígida”, disse. Para o diretor da instituição, Fernando Luis Monteiro, a maior preocupação é a poluição na produção agrícola que é transportada para outras cidades, inclusive para Curitiba. “A população da região está preocupada porque já conhece os efeitos do chumbo e sabe que o prejuízo está se estendendo para outros pontos. Isso deve ser considerado”, afirmou. Os resíduos do metal podem causar anemia crônica, lesões no cérebro, nos rins e na pele. Em resposta, a deputada Rosane Ferreira (PV), disse que vai levar a questão à Comissão de Ecologia Meio Ambiente da Casa, da qual é vice-presidente. “Na próxima semana conversarei com o deputado Luis Eduardo Cheida (PMDB), presidente da comissão. A idéia é convocar técnicos do IAP para discutir o assunto. O que pleiteamos é a não renovação desta licença em outubro e a não concessão do direito de operar no local”, salientou a parlamentar. Integrantes da Ong distribuiram aos deputados cópias de um abaixo assinado pedindo a intervenção do Ministério Público no caso e alertando sobre os efeitos nocivos do metal. O material destaca a necessidade de reciclar chumbo, mas ressalta que o método utilizado atualmente, denominado de pirometalúrgico, não é ambientalmente viável porque gera efluentes líquidos, emissões atmosféricas e pelo menos 350 Kg de resíduos sólidos por tonelada de chumbo refundido. De acordo com Pires, “a cada 15 toneladas de metal reciclado, outras três toneladas não aproveitáveis poluem o meio ambiente”.
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