Alep é a única do país a receber audiência sobre projeto de Medidas contra corrupção
A Assembleia Legislativa do Paraná foi a única a receber uma audiência pública para tratar do projeto de lei sobre as Dez Medidas Contra a Corrupção. Os outros quarenta encontros foram todos realizados em Brasília. E a primeira parte, no Legislativo paranaense, aconteceu nesta segunda-feira (24) durante toda a manhã no Plenário da Casa. Presidente e relator da Comissão Especial formada na Câmara dos Deputados para analisar o projeto, Joaquim Passarinho (PSD/PA) e Ônyx Lorenzoni (DEM/RS), ouviram os procuradores do Ministério Público Federal, Roberson Pozzobon e Deltan Daglagnol, além do responsável pelos processos da operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro.
A abertura foi feita pelo presidente da Casa, o deputado Ademar Traiano (PSDB), que se sentiu honrado em presidir a única Casa de Leis do país que debateu um tema tão fundamental.
(Sobe som)
O responsável por trazer a audiência para o Legislativo foi o deputado Evandro Araújo (PSC). Para ele, essa discussão acontecer aqui, tem uma forte simbologia.
(Sonora)
O juiz Sérgio Moro é um dos mais importantes defensores do projeto. Disse, durante o encontro, que ao ouvir envolvidos na Operação Lava jato, percebeu que a corrupção se tornou sistêmica, comum na esfera federal e no próprio país. Ou seja, pagar propina para conseguir contratos com órgãos do Governo Federal passou a ser uma regra não apenas na Petrobras, mas em outras estatais. Por isso, apelou para que os deputados e senadores votem a favor das medidas. Moro, avesso à entrevistas, desta vez falou com os jornalistas, e disse que o encerramento das audiências estar acontecendo no Poder Legislativo, envaidece a população, principalmente a da capital.
(Sonora)
O deputado federal Diego Garcia (PHS /PR) que é um dos quatro autores da proposta e que coordenou o encontro regional na ALEP, acredita que, a partir de agora, ela esteja pronta para ser votada.
(Sonora)
Entre as dez medidas contra a corrupção, concebidas pelo Ministério Público Federal, encampadas por dois milhões e meio de pessoas, que assinaram a proposta de lei de iniciativa popular, e adotadas pelos quatro deputados federais, entre eles dois paranaenses, Fernando Francischini (SD) e Diego Garcia, para que pudessem ser transformadas em projeto de lei, estão, por exemplo, transformar a corrupção em crime hediondo, coibir a prática de Caixa dois em campanhas eleitorais com penas mais duras, investir na prevenção e não ao combate à corrupção, e acabar de vez com a impunidade impedindo recursos e mais recursos aos processos judiciais.
Para Deltan Dallagnol, a Lava Jato foi fundamental para que se tivesse um diagnóstico da corrupção, para que o se detectasse que ela se tornou regra em diversas esferas da política. Ao falar com o público, que compareceu em peso à Assembleia, disse que fez uma pesquisa e descobriu que, de cada cem processos de corrupção no Brasil, apenas três terminam com os culpados punidos. É por isso que, agora, segundo ele, ela precisa ser “tratada”, combatida.
(Sonora)
Depois que o parecer do relator ao projeto, for aprovado na Comissão Especial da Câmara dos deputados, formada por 60 deputados, 30 titulares e outros 30 suplentes, ele vai a votação na Câmara e, se for aprovado, segue para votação no Senado.
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
Notícias Relacionadas
Confira um resumo das principais notícias da Assembleia Legislativa no Boletim Assembleia
Leia mais
Audiência na Assembleia debate situação da bacia do Rio Iguaçu e gestão dos recursos hídricos
Encontro, promovido pelo deputado Goura (PDT), também será marcado pelo lançamento do mapa "Salve o Rio Iguaçu".
Leia mais
Comissão de Saúde promove audiência de prestação de contas da Sesa referente ao primeiro quadrimestre de 2026
Relatório será apresentado aos deputados estaduais na próxima terça-feira (30).
Leia maisProjeto prevê uso de créditos do Nota Paraná para quitação de débitos com o Estado
De autoria da deputada Ana Júlia Ribeiro (PT), a proposta altera a Lei Estadual nº 18.451/2015 e prioriza o uso dos créditos para regularização fiscal.
Leia mais