Aprovado pela ANTT, relatório final sobre o pedágio segue para o TCU sem ser divulgado, alerta coordenador da Frente Parlamentar
Segundo o deputado Arilson Chiorato (PT), o princípio da participação popular e também da publicidade exigido na Administração Pública não estão sendo observados.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o relatório final sobre o pedágio, encerrando a participação popular no processo, na tarde desta quinta-feira (04). O documento será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), porém chama a atenção o fato de não ter sido divulgado à população. “Ou seja, não sabemos o teor desse relatório, o quanto das sugestões apresentadas pela Frente Parlamentar sobre o Pedágio, por exemplo, foi acatado”, observa o deputado estadual Arilson Chiorato, coordenador da Frente sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná.
Na quarta-feira (03), a Frente Parlamentar sobre o Pedágio protocolou um documento pedindo à ANTT justamente o acesso ao relatório e a realização de audiências para debater o novo modelo de pedágio, uma vez que o material divulgado no início do ano destoa do divulgado em agosto em evento realizado pelo Governo do Estado do Paraná e pelo Ministério de Infraestrutura e Logística, do Governo Federal.
Na avaliação do deputado Arilson, o princípio da participação popular e também da publicidade exigido na Administração Pública não estão sendo observados. “Temos um relatório final, mas não sabemos o que consta nele. Temos um novo projeto para o pedágio, mas sabemos sobre ele através de entrevistas à imprensa e de campanhas publicitárias. Isso não está certo. A população precisa participar”, afirma o parlamentar.
“Esse relatório foi elaborado pelo Ministério da Infraestrutura, Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Estado do Paraná e técnicos da ANTT e, agora, aprovado pela ANTT, que encaminhará para ser avaliado pelo TCU, que é o órgão responsável por autorizar a publicação do edital de licitação e validar os termos dos novos contratos. Isso é muito sério. Cadê a participação popular?”, questiona o deputado.
O coordenador da Frente Parlamentar ressalta que o trabalho do grupo de deputados continua, inclusive, em breve, um estudo deverá ser divulgado sobre o tema pelo Instituto de Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI), da Universidade Federal do Paraná, que foi contratado pela Assembleia Legislativa para fazê-lo. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) deverá analisar os termos dos novos contratos.
“É um trabalho árduo e temos encontrado muita resistência, mas seguimos batalhando e juntando pequenas vitórias, como a proibição das empresas atuais de participarem do processo licitatório”, pontua.
Notícias Relacionadas
Frente Parlamentar de Apoio à Piscicultura é instalada na Assembleia Legislativa do Paraná
Colegiado coordenado pelo deputado Ricardo Arruda (PL) reúne produtores e representantes do setor para debater demandas da cadeia produtiva e fortalecer a atividade no estado.
Leia maisOposição apresenta propostas para atender reivindicações de professores e servidores da educação no Paraná
De acordo com o líder, deputado Arilson Chiorato (PT), os projetos atendem demandas dos trabalhadores da educação e que ficaram fora das medidas encaminhadas Poder Executivo.
Leia maisInvestigação do MP-PR sobre privatização da Celepar era necessária e esperada, avalia Líder da Oposição
Deputado Arilson Chiorato (PT) afirma que investigação confirma alertas sobre riscos à proteção de dados da segurança pública e questionamentos sobre a condução do processo de privatização da estatal de tecnologia do Paraná.
Leia mais
Deputado Ney Leprevost (Republicanos) cobra das concessionárias obras urgentes para reduzir acidentes nas rodovias federais do Paraná
De acordo com o parlamentar, o objetivo é obter informações detalhadas sobre as obras e intervenções em andamento para reduzir acidentes, especialmente os com vítimas fatais, nos trechos sob administração dessas empresas.
Leia mais