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Assembleia aprova projeto que denomina Biblioteca Pública do Paraná com o nome de Dalton Trevisan

Proposta homenageia o escritor curitibano e reconhece sua contribuição para a literatura brasileira e para a cultura paranaense.

17h44
por Ana Luzia Mikos e Felipe Bottamedi
3 min de leitura
A proposta reconhece a contribuição de Dalton Trevisan para a cultura brasileira e busca perpetuar sua memória em uma instituição que simboliza o acesso ao conhecimento, à leitura e à preservação do patrimônio literário paranaense. Foto: AEN

Um dos maiores nomes da literatura brasileira terá seu legado eternizado em um dos principais equipamentos culturais do Paraná. A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou, na sessão plenária desta terça-feira (30), um projeto de lei que denomina Biblioteca Pública Estadual Dalton Trevisan a atual Biblioteca Pública do Paraná, localizada em Curitiba. Aprovado em turno único e com dispensa de redação final, o texto segue para a sanção do governador Ratinho Júnior.

De autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi (Republicanos), a iniciativa presta homenagem ao escritor curitibano, considerado o mais premiado autor paranaense da história, cuja obra projetou a literatura do Estado para o cenário nacional e internacional. A proposta reconhece a contribuição de Dalton Trevisan para a cultura brasileira e busca perpetuar sua memória em uma instituição que simboliza o acesso ao conhecimento, à leitura e à preservação do patrimônio literário paranaense.

Também assinam como coautores do projeto os deputados Moacyr Fadel (PSD), Matheus Vermelho (PP), Luiz Claudio Romanelli (PSD), Arilson Chiorato (PT), Bazana (PSD), Maria Victoria (PP), Batatinha (PSD), Alisson Wandscheer (PP), Anibelli Neto (MDB), Gilberto Ribeiro (PL), Cloara Pinheiro (PSD), Dr. Leônidas (PP), Jairo Tamura (PL), Tercilio Turini (MDB), Delegado Tito Barichello (PL), Hussein Bakri (PSD), Luciana Rafagnin (PT), Denian Couto (PL), Mauro Moraes (PL) e Marcio Pacheco (Republicanos).

Trajetória e justificativa

Natural de Curitiba, Dalton Trevisan (1925-2024) foi um dos mais consagrados contistas brasileiros. Dono de um estilo marcado pela linguagem concisa e pela capacidade de retratar os dramas e as contradições da vida urbana, publicou mais de 50 obras, entre elas Novelas Nada Exemplares (1959), O Vampiro de Curitiba (1965) e A Polaquinha (1985). Recebeu importantes distinções, como o Prêmio Jabuti, o Prêmio Machado de Assis e o Prêmio Camões, a maior honraria da língua portuguesa.

A justificativa destaca que o autor viveu com extrema discrição, sempre em Curitiba, recusando entrevistas e exposições públicas, o que o tornou uma figura mítica, conhecida como "o vampiro de Curitiba". Trevisan também deixou sua marca como fundador da revista literária Joaquim, considerada um marco da modernidade literária em Curitiba.

Para os autores da proposta, a homenagem consolida o reconhecimento público de um escritor que elevou o nome do Paraná no Brasil e no exterior, além de reforçar o compromisso do Estado com a valorização da cultura, da literatura e da formação de novas gerações de leitores.

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