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Assembleia homenageia "pé vermelho" com título de Cidadania Honorária
11h36
por Sandra C. Pacheco
Fonte: Assessoria de Imprensa (41) 3350-4188 / 4049
3 min de leitura
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O campus da Universidade Estadual de Londrina era palco de um intenso movimento estudantil na década de 70, quando o regime militar ainda reprimia com mão de ferro as manifestações de opinião e do livre pensar natural e característico dos centros de difusão do saber. Num clima de permanente tensão brotou um jornal que se tornaria famoso, o “Poeira”, invocado para nominar também chapas na disputa pelo comando do Diretório Central dos Estudantes – DCE, que teve como primeiro presidente o acadêmico de medicina Márcio Almeida, mais tarde deputado estadual pelo Partido Comunista.
O quarto presidente do diretório foi Nilson Monteiro, um líder estudantil que trazia na bagagem uma eleição para a Presidência do Diretório Acadêmico Setorial do Centro de Letras daquela instituição de ensino. Por uma dessas curiosas tramas do destino, ele está sendo homenageado no próximo dia 20 de março com o título de Cidadão Honorário do Paraná, proposto por um outro ex-presidente do DCE da UEL, o deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB). Como “uma forma de reconhecimento ao talento e empenho do profissional em divulgar feitos não só dos paranaenses, mas de brasileiros, das pessoas, em todos os veículos em que trabalhou”.
Quem conviveu com esse legítimo “pé vermelho” – embora nascido em Presidente Bernardes, no interior de São Paulo – no tempo dos bancos escolares, lembra de seu empenho na luta dos estudantes contra o exame obrigatório, contra os nefastos efeitos do Decreto-lei nº 169, filhote regional do famigerado Decreto-lei 477, de 1969, um instrumento que praticamente amordaçava professores e alunos. Sem contar outras causas, como a federalização da universidade e o respeito aos Direitos Humanos, temas que não sensibilizavam os donos do poder à época.
Sobrava-lhe ousadia para desafiar as ameaças de bomba e outras represálias, ou para fazer um discurso de posse no DCE externando toda a indignação contra a prisão de nove professores da entidade, na calada da noite, por motivos políticos.
O aprendizado em meio a toda essa efervescência ajudou a moldar o perfil do jornalista, admite Nilson, que iniciou carreira no Diário de Londrina, passou pelo semanário Novo Jornal e se consolidou na Folha de Londrina. Foi mais longe, com um vôo rasante pelo lendário Panorama, depois a redação do jornal Movimento, em São Paulo, a volta para a Folha de Londrina. A essa altura, ele adquirira musculatura profissional mais que suficiente para abrir-lhe as portas da dita grande imprensa, como O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil e a revista semanal Istoé.
A curiosidade e o espírito inquieto levaram Nilson a experiências na área de publicidade, em rádio e em televisão, sem contar a produção poética e literária, que corria paralela à atividade jornalística. Foram cinco livros de 1984 até agora: "Simples" (poemas), "Curitiba vista por um pé vermelho", "Ferroeste, um novo rumo para o Paraná", "Pequena Casa de Jornal", "Itaipu, a luz" e "Madeira de Lei", o mais recente, que narra a trajetória do empresário Miguel Zattar, um pioneiro na área da silvicultura no Estado.
A sessão solene para entrega do título a Monteiro está marcada para o dia 20 de março, às 18h30, no Plenário da Assembleia Legislativa.
O quarto presidente do diretório foi Nilson Monteiro, um líder estudantil que trazia na bagagem uma eleição para a Presidência do Diretório Acadêmico Setorial do Centro de Letras daquela instituição de ensino. Por uma dessas curiosas tramas do destino, ele está sendo homenageado no próximo dia 20 de março com o título de Cidadão Honorário do Paraná, proposto por um outro ex-presidente do DCE da UEL, o deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB). Como “uma forma de reconhecimento ao talento e empenho do profissional em divulgar feitos não só dos paranaenses, mas de brasileiros, das pessoas, em todos os veículos em que trabalhou”.
Quem conviveu com esse legítimo “pé vermelho” – embora nascido em Presidente Bernardes, no interior de São Paulo – no tempo dos bancos escolares, lembra de seu empenho na luta dos estudantes contra o exame obrigatório, contra os nefastos efeitos do Decreto-lei nº 169, filhote regional do famigerado Decreto-lei 477, de 1969, um instrumento que praticamente amordaçava professores e alunos. Sem contar outras causas, como a federalização da universidade e o respeito aos Direitos Humanos, temas que não sensibilizavam os donos do poder à época.
Sobrava-lhe ousadia para desafiar as ameaças de bomba e outras represálias, ou para fazer um discurso de posse no DCE externando toda a indignação contra a prisão de nove professores da entidade, na calada da noite, por motivos políticos.
O aprendizado em meio a toda essa efervescência ajudou a moldar o perfil do jornalista, admite Nilson, que iniciou carreira no Diário de Londrina, passou pelo semanário Novo Jornal e se consolidou na Folha de Londrina. Foi mais longe, com um vôo rasante pelo lendário Panorama, depois a redação do jornal Movimento, em São Paulo, a volta para a Folha de Londrina. A essa altura, ele adquirira musculatura profissional mais que suficiente para abrir-lhe as portas da dita grande imprensa, como O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil e a revista semanal Istoé.
A curiosidade e o espírito inquieto levaram Nilson a experiências na área de publicidade, em rádio e em televisão, sem contar a produção poética e literária, que corria paralela à atividade jornalística. Foram cinco livros de 1984 até agora: "Simples" (poemas), "Curitiba vista por um pé vermelho", "Ferroeste, um novo rumo para o Paraná", "Pequena Casa de Jornal", "Itaipu, a luz" e "Madeira de Lei", o mais recente, que narra a trajetória do empresário Miguel Zattar, um pioneiro na área da silvicultura no Estado.
A sessão solene para entrega do título a Monteiro está marcada para o dia 20 de março, às 18h30, no Plenário da Assembleia Legislativa.
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