Assembleia sedia o II Seminário Internacional das Casas Familiares Rurais
Entre os participantes do encontro estavam os secretários estaduais da Educação, Paulo Schmidt, e da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, que destacaram os bons resultados da “pedagogia da alternância” no meio rural paranaense e afirmaram o interesse do Governo do Estado em ver seus benefícios ampliados e estendidos também para outras áreas da formação técnica. Schmidt referiu-se à necessidade de discutir novas propostas para o setor e à grande contribuição da experiência francesa, compartilhada por via da cooperação descentralizada, que alcança diretamente as entidades envolvidas nesse trabalho, oferecendo espaços de intercâmbio de conhecimentos e incentivo ao empreendedorismo entre os jovens agricultores.
Para ele, a visão convencional do ensino profissionalizante não responde aos desafios atuais do país. Daí a importância de olhar com atenção para a pedagogia da alternância. Ortigara, que recebeu ontem a delegação francesa para tratar do assunto, falou sobre a contribuição decisiva das Casas Familiares para aumentar a renda e a qualidade de vida no campo, formando os filhos de agricultores para perceberem as potencialidades e se apropriarem dos avanços científicos e tecnológicos com o fim de desenvolver a produção agrícola.
Histórico – A primeira Casa Familiar surgiu em Pernambuco, em 1968. No Sul do Brasil a primeira iniciativa ocorreu no município de Barracão, no Sudoeste paranaense, em 1989, expandindo-se, nos anos seguintes, para Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Casa é um lugar dentro do município ou de uma região destinado à formação técnica, humana e gerencial dos jovens do meio rural e pesqueiro, permitindo que as pessoas se qualifiquem e possam adaptar-se à evolução da profissão em conjunto com a família e com a comunidade onde vivem.
Seu modelo de educação tem como objetivo promover uma formação e profissionalização alternativa eficaz e concreta mais apropriada à realidade do campo, incentivando, desta maneira, a permanência do jovem em sua própria região, criando alternativas de trabalho e renda numa perspectiva de economia solidária.
A Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil – Arcafar Sul – é uma associação cultural e beneficente com o fim de coordenar trabalho filantrópico voltado a promover, desenvolver e oportunizar aos jovens agricultores a permanência no meio em que vivem, proporcionando uma formação integrada com a sua realidade e capaz de gerar novas oportunidades, geração de renda, inclusão social, qualidade de vida, cidadania e dignidade.
O evento prosseguiu no período da tarde, com palestras, debates e um balanço da atuação das Casas Familiares Rurais no Sul do País.
Participaram da reunião no Plenarinho da Assembleia Legislativa, no período da manhã, os deputados Luciana Rafagnin (PT), Elton Welter (PT) e Luiz Claudio Romanelli (PMDB); a presidente da Arcafar-Sul, Maria da Aparecida Geffer; o presidente da Federação de Rhone e vice-presidente da Rhône Alpes-França, Patrick Bartholomeu; o delegado regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Antonio Reni Denardi; o diretor-presidente da Emater-PR, Rubens Niederhlitmann; o representante da FAO – Região Sul do Brasil, Carlos Antonio Ferraro Biasi; o prefeito de Pitanga, Altair José Zampier; o presidente do Conselho Estadual de Educação, Oscar Alves; o coordenador da CRF de Sapopema, Hélio Ferreira Couto; o formando da CFR de Chopinzinho, Luiz Adriano de Oliveira; e a representante dos pais de alunos Tereza Maria de Jesus Faria Orlandini; estudantes, monitores, representes das CFRs e uma delegação francesa que veio ao Brasil para participar dos debates.
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