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Assessoria de Imprensa da Alep
20h40
por Flávia Prazeres
Fonte: Assessoria de Imprensa da Assembléia Legislativa/(41)3350-4188
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A Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação, presidida na Assembléia Legislativa pelo deputado Marcelo Rangel (PPS), recebeu no final desta tarde (22) dois representantes dos Portos de Paranaguá e Antonina: diretor financeiro e administrativo, Daniel Lúcio de Souza e diretor do Porto de Antonina, Luiz Henrique Tessuti.A primeira apresentação foi feita pelo diretor financeiro e administrativo, Daniel Lúcio de Souza, que falou sobre as condições econômicas do porto, inclusive ressaltou que há em caixa hoje uma estimativa de R$357 milhões.O diretor também traçou comparativos em relação aos demais portos brasileiros, salientando que o porto paranaense teve um crescimento superior aos outros, algo em torno de 22%. “Dados da Associação Brasileira de Terminais Portuários revelam este crescimento”, reiterou.“O Porto Paranaense hoje é o 3º maior porto de contêiner do Brasil, tendo superado Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. E em 2008 deverá encostar-se ao Porto de Itajaí ou até superá-lo neste índice”, ressaltou.Ele também explicou que o movimento de veículos está cada vez maior e que de acordo com ele a média diária por hora de exportação é de 250 carros, atingindo os 220 mil por ano. “Além do mais, o Porto do Paraná é hoje o principal corredor de fertilizantes”, completou.Souza destacou também as obras feitas pelo governo estadual no complexo portuário, entre elas, a da pavimentação de vias de acesso, com custos estimados em R$ 24 milhões, suplantados de acordo com ele por orçamento próprio. E falou sobre outros investimentos: novo silo de grãos, revitalização do silo público, plataforma aduaneira, dragagens, corredor de congelados e novo pátio de automóveis.DEPUTADOS – Na seqüência foi aberto espaço para que os deputados pudessem fazer alguns questionamentos ao diretor. Rusch perguntou sobre os cálculos de tarifa de exportação. Segundo o diretor, os valores são compostos por custos públicos e privados, sendo que apenas 5% a 8% do custo total desta operação é público. Porém, Souza fez questão de argumentar que os custos públicos são facilmente suplantados com os ganhos de produtividade que podem ser obtidos através de melhorias no complexo portuário. Ele recordou a revitalização, feita recentemente pelo governo estadual, das vias de acesso.O líder da Oposição na AL, Valdir Rossoni (PSDB), questionou sobre a construção do Cais Oeste e a existência de projeto. O diretor disse que foi feito anteriormente um projeto por parte do DNIT, mas que o mesmo não apresentava critérios de impacto ambiental, o denominado RIMA (Relatório de Impacto Ambiental). Entretanto, ele afirmou que atualmente está sendo feito um novo projeto que levará em conta soluções tecnológicas e ambientais, inclusive contando com a contribuição técnica da iniciativa privada. Na questão feita por Rossoni sobre a construção da dragagem e solicitação junto ao Ministério dos Portos para repasse de verbas, o diretor disse que há dois assuntos embutidos num só. De acordo com ele, o Porto do Paraná possui hoje recursos em caixa para a execução da dragagem de manutenção, mas não para a de aprofundamento, que segundo ele seria de competência do governo federal.O deputado perguntou a respeito do registro feito no ano anterior sobre o possível desaparecimento de 4.500 mil toneladas de farelo de soja. Souza disse que o caso está sendo investigado pela administração do complexo portuário e que está sendo realizada a pesagem dos grãos.TERMINAL DE ALCOOL – O oposicionista quis saber sobre a inoperância do Terminal de Álcool, que segundo Souza se deve a um pedido feito pelos próprios usineiros e produtores para que seja feita uma readequação às novas utilidades do produto. “Além disso, a compatibilização do etanol e a padronização dos álcoois” salientou.Logo em seguida, Rossoni indagou sobre a situação do silo público, que de acordo com o diretor é o único do País. O deputado quis saber especialmente sobre as condições de higiene, que conforme o próprio diretor não seriam as melhores, mas que deverão ser sanadas com a criação do novo silo de grãos. “O silo público conta hoje com uma produtividade superior aos privados, portanto ele necessita de uma adequação tecnológica, que apenas poderá ser feita com o término do novo silo, pois não podemos parar o funcionamento do silo público em operação”, advertiu.A Audiência Pública continua acontecendo no plenarinho da Casa e no momento estão sendo feitos os questionamentos ao diretor do Porto de Antonina, Luiz Henrique Tessuti.
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