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Assessoria de Imprensa de Alep
15h25
por Assessoria de Imprensa da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná / Luana Borsari / 41 3350-4188
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Os deputados ouviram na manhã desta terça-feira (20) explanação do engenheiro Naval Guert Prange sobre a dragagem do canal da Galheta. O engenheiro, que trabalhou como draguista por 10 anos e atualmente é consultor, também integrou a Comissão formada pela APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) para estudar a dragagem do canal da Galheta. Para ele situação do canal é crítico. “Há risco de que por algum erro, azar, imperícia ou golpe fortuito um navio encalhe no canal da galheta, o que trancaria a porta de entrada da ‘casa’. Se isso acontecer, a retirada do navio poderia ou não demorar, se demora, ficam fechados os Portos de Paranaguá e Antonina”, avisa. Em uma escala de zero a dez, o engenheiro indicou o número nove para representar as chances atuais de um acidente desse porte acontecer. Para ele o principal problema a ser enfrentado quando se fala em dragagem do canal da galheta é preço que a APPA oferece pelo metro cúbico de dragagem que fica em torno de R$ 7,00. Segundo ele, isso explicaria porque nenhuma das 3 empresas que compraram o edital de licitação para a dragagem em 2006 e foram selecionadas, aceitou realizar o trabalho. “É um preço vil, que não corresponde aos valores de mercado, porque cada preço de licitação é calculado em função do serviço necessário, ou seja, das distâncias a serem percorridas pelas dragas, que no caso do Porto de Paranaguá apresentam um alto custo”, diz. Ele lembrou aos deputados que, ainda que seja pequena a distância percorrida para dragar o canal, é preciso despejar a areia a mais de 20 milhas do interior do Porto, de forma que custaria mais caro esta manobra do que a própria dragagem. “O que vai contar mais no preço do metro cúbico dragado são as 20 milhas para ir e as 20 milhas para voltar e não o pequeno volume de areia a ser retirada do canal”, explica Prange. . O engenheiro sustenta que preço deveria estar situado, no mínimo, entre R$ 10,00 e R$ 12,00, o que cobriria o volume a ser dragado. “Ninguém vai fazer um preço melhor para o trecho menor, maior ou intermediário, isso desvirtuaria a licitação. Deve ser um preço só sobre todo o serviço a ser realizado e isso o empreiteiro calcula em função do volume, da potência, do tempo que ele tem para fazer realizar a tarefa e da distância que precisa ser percorrida para levar esse material a mar aberto. São aspectos determinantes do custo final e R$ 7,00 o metro cúbico de areia, não cobre as despesas, é prejuízo para o empreiteiro”, ressalta. Na opinião de Prange outra solução, seria a compra de uma draga própria para o Porto, o desoneraria a longo prazo os custos da operação. “Esse um ponto em que insisto há mais de 20 anos, porque assim é possível trabalhar a preço de custo sem pagar lucros e dividendos a acionistas, ou seja, o chamado BDI (Benefício de Dispesas Indiretas) que dependendo da obra representa de trinta a 40% do custo total”, afirma. Na situação atual, o porto precisaria importar uma draga porque não há disponíveis no Brasil. ”Quando existia a Companhia Brasileira de Dragagem, ligada a Petrobrás e subordinada ao Governo Federal, ela destinava as dragas para realizar o serviço, como não existe mais a companhia as dragas foram vendidas, estão na África ou na Ásia, não existem mais dragas nem grande, nem de médio porte para trabalhar nos portos brasileiros”, explica. Caso a APPA importe uma e comece da estaca zero, Prange estima que demoraria aproximadamente um ano para resolver o problema, uma solução mais rápida seria comprar uma usada, o que levaria de 2 a 3 meses. Ainda assim é muito tempo segundo a avaliação de Prange, para quem o Porto já não dispõe desse tempo. “Se esperarmos muito vai acontecer mais açoreamento no canal e provavelmente será preciso reduzir o calado permitido aos navios e isso é um desastre econômico, não físico, porque Paranaguá transporta aproximadamente 8% a 9% da receita cambial do país, esse é o problema maior”, finaliza. De acordo com o líder da oposição e proponente da audiência, deputado Valdir Rossoni (PSDB), o próximo passo da Assembléia Legislativa será convocar o Superintendente do Porto, Eduardo Requião para dar explicações.
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