Audiência debate eficácia da lei sobre medicação fundamental para tratamento de câncer
Em 2014, aos 36 anos, a contadora Nádia Rosa Pedroso foi diagnosticada com câncer de mama. Após a cirurgia para retirada do tumor e de seis meses de tratamento com quimioterapia e Trastuzumabe, ela precisava continuar o uso da medicação para complemento por mais seis meses. Uma dose do remédio pode custar até R$ 12 mil reais e ela deveria tomar 17. Mas não conseguiu pela rede pública. Nádia então recorreu à justiça.
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Desde agosto do ano passado, a associação dos medicamentos e quimioterapia está no protocolo internacional para os casos de câncer metastático, por meio de um parecer da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), porém, não chega às pacientes se não for por meios legais. São muitas que acabam buscando a justiça para obter a medicação de graça
Por esse motivo, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), organizou uma audiência pública na manhã desta terça-feira (5) no Plenário da Casa, da qual participaram pacientes, médicos representantes da ONG Cascavel Rosa, da Associação Beltronense Mão Amiga e da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio á Saúde da Mama (FEMAMA). Ele fez a abertura do evento destacando a importância do debate.
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Segundo Jucinei Terezinha Da Cas, da Associação Beltronense Mão Amiga, esta não é a única reivindicação dos grupos de apoio, mas também a liberação para os pacientes de outros medicamentos, entre eles, o Pertuzumabe, agilidade no diagnóstico e um registro compulsório dos casos de câncer de mama.
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Um projeto de lei do deputado Nereu Moura (MDB), acaba de passar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, justamente para estipular o prazo de um mês para o diagnóstico.
Para a presidente do Grupo de Apoio à Mama, de Pato Branco, Clemair Ruffato Bertol, conquista alcançada graças à pressão das entidades e que vai salvar muitas vidas.
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A cada ano mais de três mil novos casos de câncer de mama surgem no Paraná. Pesquisas com 2.000 pacientes diagnosticadas em 2016, apontam que apenas 800 estarão vivas em dois anos se tratando somente com quimioterapia. Já a quimio associada ao bloqueio com os medicamentos, possibilita um número infinitamente maior de sobrevida.
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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