Audiência debate os riscos do ambiente virtual para crianças e adolescentes
Levar o conteúdo, onde especialistas na área da educação, segurança pública e de internet, relatam os perigos da internet, aos pais e educadores ao interior do Paraná, por meio dos Núcleos de Educação e criar programas de computador, aplicativos que orientem esses pais, em especial, de crianças, adolescentes e jovens, sobre como identificar esses perigos. Estas foram algumas das soluções apontadas durante uma audiência publica, que aconteceu na manhã desta terça-feira (9) no Plenarinho da Assembleia Legislativa. Por iniciativa da Comissão de Educação da Casa, presidida pelo deputado Hussein Bakri (PSD), foi debatido o tema “A tecnologia, a dignidade humana e o papel das mídias sociais na vida dos estudantes”. O deputado aproveitou a proximidade do 15 de maio, Dia de Tecnologia e Dignidade Humana, para trazer o assunto ao centro da discussão.
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Motivada pelos riscos que o ambiente virtual podem oferecer ao público jovem, com enfoque para o jogo mortal conhecido como “Desafio da Baleia Azul”, onde se propõe ao jogador que ele cumpra 50 tarefas, entre elas, fazer cortes no próprio corpo, ouvir músicas psicodélicas, podendo chegar a atitudes drásticas, como a que levou três adolescentes a cometerem suicídio na Rússia, que a Comissão reuniu pais, parlamentares, representantes da Secretaria da Educação, da Celepar (Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) e da Polícia Militar para que ouvissem o delegado do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), Demétrius Gonzaga. Ele falou por cerca de uma hora, não apenas sobre essa nova modalidade de crime virtual. apresentou um panorama assustador de como a internet tem afetado de forma negativa, principalmente os mais jovens. Demetrius, disse que atualmente estão sob investigação no Núcleo dez mil casos. Os mais comuns: pedofilia, divulgação de material pornográfico e o compartilhamento dos chamados “nudes”, além dos encontros marcados pelo computador e ciberbullyng. E, segundo o delegado, uma pesquisa constatou que 35% desses casos envolvem menores de idade. Por isso, alertou: é fundamental que os pais estejam atentos ao que ele considera “excesso de liberdade” no uso da rede.
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Para o deputado Guto Silva (PSD), 1º vice-presidente da Assembleia, nesse conflito de gerações (analógica & digital), é necessário, mais do que nunca, que a atenção e o diálogo sejam primordiais na relação pais e filhos.
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O diretor-presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite, diz que os temas Tecnologia da Informação, Dignidade Humana e as formas de tratar disso nas fases da infância e adolescência, vêm de encontro ao trabalho da empresa, que se preparou para esse momento e que cabe a nós, sociedade, pais, fazermos o mesmo.
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Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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