Audiência debate regulamentação da profissão de intérpretes, guias e tradutores da Língua Brasileira de Sinais
A discussão sobre a regulamentação do exercício da profissão de intérpretes, guias intérpretes e tradutores da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, reuniu representantes de diversos segmentos ligados à área na tarde desta segunda-feira (4) no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, sob a condução do deputado Nelson Luersen (PDT). O parlamentar agradeceu o apoio recebido da Comissão Executiva da Casa e explicou que se trata de uma iniciativa em parceria com o Congresso Nacional, onde a Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência debate o assunto visando concretizar a regulamentação o quanto antes, de forma a atender demandas dessa minoria carente de profissionais qualificados para o adequado desempenho da tarefa.
O deputado federal Assis do Couto (PDT-PR), que solicitou a realização da audiência, não pôde comparecer e foi representado pelo assessor parlamentar Ivar Barea, que fez um relato das ações realizadas até agora com a finalidade de produzir um relatório final para orientar a feitura da lei em plena consonância com a realidade. Falaram ainda os demais integrantes da Mesa, a presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/PR, Berenice Reis Lessa; a chefe do Departamento de Educação Especial da Secretaria de Estado da Educação (SEED), Siana do Carmo de Oliveira Franco Bueno; o diretor regional da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos – FENEIS, Luciano Canesso Dyniewicz; o presidente da Associação dos Profissionais Tradutores e Intérpretes e Guias Intérpretes de Língua de Sinais do Paraná, Ringo Bez de Jesus; o diretor da Associação dos Profissionais Tradutores e Intérpretes de Língua de Sinais do Paraná –APITILS, Anderson Spier Gomes, e a guia intérprete Camila Leão Casubeck.
Todos expuseram as dificuldades enfrentadas pelo setor, principalmente em decorrência da existência de poucos organismos destinados à formação de profissionais específicos, lembrando que 1% da população do país carece, de alguma forma, desse tipo de serviço. Manifestaram preocupação sobre como essa assistência se dará nas salas de aula nos diversos níveis, e defenderam a criação de políticas públicas destinadas a atender aos surdos-cegos, permitindo sua inclusão e acessibilidade.
Após as exposições dos membros da Mesa os participantes apresentaram questões e sugestões que deverão contribuir para a elaboração de leis capazes de oferecer soluções efetivas para os problemas que afligem as pessoas com deficiências e os profissionais que pretendem atendê-las.
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