Crianças e adolescentes são foco de Encontro Estadual do Dia do Celíaco
(Sonora)
Com as irmãs Sara, 12 anos e Sophia, 10, foi assim. A partir do diagnóstico, há seis anos, a família conseguiu controlar doenças, como o diabetes. Elas tiveram a iniciativa de criar um grupo nas redes sociais chamado de Acelpar Kids, com o intuito de orientar crianças da faixa etária delas. As irmãs têm uma alimentação regrada, sem glúten, mas dizem que conseguem levar uma vida normal.
(Sonoras Sara e Sophia)
Estima-se que dois milhões de brasileiros sejam portadores de doença celíaca. Ela é autoimune, e está associada a mais de 300 doenças. É provocada pelo consumo ou até pelo contato com glúten, presente no trigo, cevada e centeio. Normalmente atinge o intestino delgado provocando inflamação. O tratamento mais indicado é o realizado pelas irmãs Sara e Sophia: uma dieta sem glúten. Tanto que os convidados do evento na Assembleia foram recebidos com um café da manhã a base de produtos sem glúten.
A mãe das meninas, Ana Cláudia Cendofanti, se envolveu tanto na causa que se tornou presidente da Acelpar. Ela conta que, graças ao trabalho da Associação e das políticas públicas voltadas para a doença celíaca, houve avanços consideráveis, como o crescimento de empresas que atendem a esse público. E Curitiba, segundo Ana Cláudia, está dando exemplo.
(Sonora)
Entre as palestrantes, estava a medica Lorete Maria da Silva Kotze. Ela é doutora em Gastrointerologia e uma das maiores especialistas do Brasil no tema. Doutora Lorete deu orientações sobre sintomas que os pais precisam observar nas crianças, como baixa estatura e puberdade tardia. Ela também foi homenageada com o título de cidadã benemérita do Paraná, em função do trabalho que faz há 50 anos na área. Ficou surpresa e emocionada.
(Sonora)
Uma das precursoras em tratar do tema da doença celíaca na Alep, a ex-deputada Cláudia Pereira, proponente da homenagem à doutora Lorete, também participou da audiência. Cláudia Pereira é autora da lei que instituiu o 7 de maio como Dia Estadual do Celíaco.
De acordo com todos os palestrantes (falaram ainda as nutricionistas Pryscila Oms e Fernanda Grevinski, além da apresentação de ações da Acelpar), o tema ainda necessita de muita visibilidade, já que a falta de informação é um dos entraves para o tratamento adequado. Elas falaram da alimentação nas escolas, como variedade de produtos sem glúten, monitoramento nutricional nas escolas estaduais e detalharam itens que podem ser consumidos pelos pacientes: farinha de milho, de arroz e de mandioca são exemplos de produtos que não contêm a proteína. Chamaram ainda a atenção para a contaminação cruzada – uso de utensílios e locais utilizados anteriormente para processar alimentos com glúten – e para o fato de que a dieta sem glúten não é moda nem opção, mas indispensável para proteger a vida e a saúde dos celíacos.
Também participaram do evento, médicos, pesquisadores, portadores, o deputado Wilmar Reichembach (PSC) e o chefe de gabinete da Secretaria Estadual da Justiça. Família e Trabalho, coronel Amaro Nascimento Carvalho, que representou o secretário Ney Leprevost.
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