Depois da cidade de São Paulo, Paraná também poderá proibir venda e produção de foie gras
A exemplo da Lei sancionada nesta semana pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad – que proíbe a produção e a venda de foie gras (patê de fígado gordo) – tramita na Assembleia Legislativa do Paraná um projeto de lei com a mesma proibição em todo o território paranaense. Ambas contestam o método "gavage", pelo qual se obtêm o foie gras, considerado um dos mais cruéis do mundo na alta gastronomia.
Nesta sexta-feira (26) o autor da proposta paranaense, o deputado Rasca Rodrigues (PV), enviou cumprimentos ao prefeito da capital paulista pela sanção do projeto. "Uma decisão corajosa, que se reverte em um símbolo contra os maus-tratos aos animais. Ao mesmo tempo, nos anima muito, pois o Paraná deve seguir o caminho do município paulista e acabar com essa atrocidade que é o foie gras”, comemorou Rasca, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais da Assembleia.
O projeto de lei paranaense (141/15), apresentado originalmente em 2013, lembra que o processo de produção do foie gras é um dos mais controversos do mundo. Ele consiste em superalimentar as aves durante 17 dias seguidos (com um funil de 40 centímetros), forçando a entrada de meio quilo de cereais e gordura – processo conhecido como "gavage". O funil entra pelo esôfago e segue até o estômago das aves levando o alimento. Além disso, um anel é preso ao pescoço das aves impedindo que o alimento seja devolvido. Este processo, a partir do 12º dia, é repetido de três em três horas (oito vezes ao dia). Até o dia do abate, o fígado das aves aumenta entre 10 a 12 vezes em relação ao seu tamanho normal.
O projeto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
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