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Deputada Luciana Rafagnin (pt)
18h39
por Jornalista: Thea Tavares
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O leite é um dos principais produtos da agricultura familiar paranaense e é por isso que pensar na cadeia leiteira é voltar necessariamente a atenção para a produção da agricultura familiar. E a estruturação do setor, por sua vez, passa pela organização dessas famílias. É por isso que, em audiência com a presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), e com o presidente do Sistema de Cooperativas de Leite da Agricultura Familiar – Sisclaf, Francisco Pereira da Silva, o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Valter Bianchini, propôs que seja elaborado um programa estadual de apoio específico aos produtores de leite, com foco na qualidade do produto e na sanidade do rebanho. A realidade da região Sudoeste, que concentra o maior número de famílias nessa atividade, servirá de modelo para essa proposta.Um grupo de técnicos da SEAB, junto com o Sisclaf, demais entidades da região e com representantes do meio acadêmico deverão se reunir nos próximos dias para discutir as ações de um programa estadual. “Tudo o que for bom para garantir a qualidade do produto do Paraná será feito”, disse Bianchini. Saúde do rebanho e valorização do produtoNo Sudoeste, as cooperativas do Sisclaf representam aproximadamente cinco mil produtores, distribuídos em 27 municípios, e um rebanho de 75 mil cabeças, o que resulta na entrega à cooperativa de uma média de mil litros de leite ao mês por propriedade. Os produtores esperam que o programa aponte soluções para problemas como o alto custo imposto à agricultura familiar para adequação às exigências da inspeção sanitária (SIP e SIF), o que é estimado em 15 reais por cabeça de gado. Multiplicada por uma média de 15 animais por propriedade, a despesa representa em torno de 50% da remuneração da produção. O presidente do Sisclaf aponta que o custo mensal dos exames no rebanho das cooperativas do sistema chega a 25 mil reais e que, semestralmente, pela exigência da Instrução Normativa 051/2002 do Ministério da Agricultura de realização dos exames de tuberculose e brucelose, são pagos em torno de 1,12 milhão de reais em testes de sanidade. “A qualidade do leite é nosso objetivo principal e por isso lutaremos para que os agricultores familiares produtores de leite no Sudoeste do Paraná e organizados em cooperativas permaneçam na atividade produtiva”, afirmou.O secretário Bianchini concordou com a necessidade de adequação da legislação para o leite em pequena escala, lembrando que é diferente a realidade de quem entrega 500 litros por dia do produtor que entrega aos laticínios 500 litros por mês e que o papel do poder público será justamente o de estudar a situação para amenizar o impacto da exigência no bolso dos agricultores familiares, mantendo o mesmo rigor de inspeção e certificação da qualidade do leite. Nas propriedades rurais certificadas como livres de tuberculose, por exemplo, a exigência cai para um exame por ano.“Por meio de um grande mutirão de esforços, unindo o Sisclaf, a Emater, a Seab e as prefeituras municipais, podemos baratear os custos ao produtor”, disse Bianchini. A deputada Luciana lembrou que a agregação de valor ao produto beneficiado na região também é uma luta dos produtores do Sudoeste e que o Sisclaf está empenhado na transformação do leite in natura em leite em pó. “Com o apoio do programa estadual e resolvidos esses entraves aos produtores, já estamos pensando nos próximos passos para fortalecer a cadeia produtiva do leite na região”, enfatizou a parlamentar.Estiagem Na próxima quinta-feira (05/03), o Valter Bianchini participará de um encontro com os secretários municipais de agricultura do Sudoeste e a deputada Luciana aproveitou para lembrar do sofrimento das famílias produtoras de Renascença, município mais castigado pela estiagem no Paraná e o único que decretou estado de emergência. “É desesperadora a situação das pessoas e os casos mais graves estão entre as famílias que vivem nos acampamentos e assentamentos de reforma agrária do município”, disse. A deputada solicitou ações emergenciais tanto da parte da Seab quanto do Incra para apoiar os agricultores. Contato: - Deputada Luciana Rafagnin – (41) 3350-4087 / 3350-4249 – Em Francisco Beltrão: (46) 3524-0939.
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