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Deputado Cleiton Kielse (pmdb)
13h49
por Carlos Reiss / 41 9925-4221 / carlosreiss@gmail.com
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Segundo Kielse, as sacolas oxi-biodegradáveis são a melhor alternativa para preservar o meio ambiente e destinar os resíduos sólidos à reciclagem. Um projeto do deputado estadual Cleiton Kielse (PMDB), que já tramita na Comissão de Meio-Ambiente da Assembléia Legislativa do Paraná, pretende levar sacolas oxi-biodegradáveis a todas as residências do Paraná. A idéia faz parte de um programa que custaria ao governo menos de R$ 1 real por casa. "A separação do lixo e a reciclagem são necessidades absolutas por causa do problema de deslocamento dos resíduos e a complexidade no seu armazenamento. Este é um programa educativo e barato comparado à sua repercussão na preservação ambiental", explicou o deputado. Segundo Kielse, os produtos oxi-biodegradáveis podem ser destinados à reciclagem mais facilmente do que os biodegráveis e, mesmo se não forem coletados corretamente, estarão se degradando com a ação do calor e do próprio meio ambiente. "Os plásticos normais necessitam de destinação específica, de compostagem. Os oxi-biodegradáveis, não", ressaltou o parlamentar. O tempo de deterioração na natureza deste material é de aproximadamente 18 meses, contra 500 anos de uma sacola plástica normal. A degradação das sacolas oxi-biodegradáveis, utilizadas há mais de quatro anos em alguns países da Europa, evitam também o aumento no nível dos gases que causam o efeito estufa e o acúmulo de metais pesados no solo. "O programa é autocompensável, já que a coleta seletiva e sua correta destinação proporcionam economia de recursos naturais e auxiliam na obtenção de outros recursos", completou Kielse. Segundo dados recolhidos por uma organização não-governamental, o planeta consome um milhão de sacolas plásticos por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano. De acordo com informações do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), a situação do manejo de resíduos sólidos no Estado é crítica. Em 148 municípios paranaenses, onde vivem cerca de 30% da população - cerca de 3,1 milhões de pessoas -, os resíduos e as sacolas plásticas vão para os chamados "lixões" e não recebem nenhum tipo de tratamento.Em Novembro do ano passado, um projeto de lei de autoria do deputado Cleiton Kielse (PMDB), que instituía o dia do trabalhador da área de reciclagem e sucatas no Paraná, foi aprovado no plenário da Assembléia Legislativa. A data, que será comemorada nos dias 10 de Julho, reconhece o esforço e o importante trabalho de recolhimento de toneladas de papel, papelão, plásticos, vidros e outros materiais que seriam jogados na natureza.
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