Deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) pede explicações sobre concessão do Canal da Galheta
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) participou nesta segunda-feira (13) da audiência pública que tratou da concessão do Canal da Galheta, via marítima que dá acesso ao porto de Paranaguá. Romanelli questionou a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que lidera o processo, sobre a necessidade de transferência de um bem público para a iniciativa privada.
Romanelli fez um histórico da evolução experimentada pelo Porto de Paranaguá na última década, com recordes de movimentação de cargas, Ele ressaltou os grandes investimentos realizados com recursos próprios para melhorias da infraestrutura e destacou a modernização da gestão. “Chegamos agora a esta ideia de pedagiar o Canal da Galheta. Qual será o impacto financeiro para operadores e para o setor produtivo do Paraná, notadamente o agronegócio”, perguntou.
Uma das grandes preocupações manifestadas pelo deputado foi em relação à possiblidade de elevação de custos que comprometam a competitividade da produção paranaense. Ele também questionou o tempo de concessão – que pode chegar a 70 anos – e manifestou preocupação em relação à movimentação de navios no Porto de Antonina, já que o acesso ao terminal não está incluído no processo de concessão do Canal da Galheta.
Segundo Romanelli, a iniciativa de concessão é uma inovação que está sendo testada no principal porto paranaense e a Antaq e as demais autoridades envolvidas no processo precisam deixar claro os motivos da transferência da gestão do canal para o setor privado. “Seguiremos acompanhando este processo com muita atenção, pois se trata de uma mudança significativa na dinâmica do porto, com reflexos em toda a economia do Paraná”, sustentou.
O que é?
De acordo com a Antaq, a previsão é leiloar o Canal da Galheta em 2024. Na audiência pública, o órgão informou que a estimativa do Capex (investimentos) é de R$ 1,07 bilhão e o Opex (custo de operação) de R$ 2,35 bilhões. A receita global prevista é de R$ 8,85 bilhões.
Entre as obrigações do concessionário estão o aprofundamento, ampliação e alargamento do canal. A previsão é elevar o calado de 12,8 metros para 13,3 metros nos primeiros anos e depois chegar a 15,5 metros, permitindo a atração de navios maiores.
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