NOTÍCIA
Notícia
Destaque
Deputado Luiz Eduardo Cheida (pmdb)
17h04
por Ceres Battistelli / 41 3350-4088 - 9162-4740 / www.cheida.com.br
5 min de leitura
1.078 visualizações
O Projeto de Lei apresentado, na última terça-feira (15) pelo presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) - que aumentará a responsabilidade do cidadão nas medidas de prevenção e eliminação dos criadouros do mosquito da Dengue (Aedes aegipty) - já tem o apoio de autoridades e de especialistas para virar Lei."É uma iniciativa louvável do deputado Cheida, que é médico e ligado às questões da saúde e do meio ambiente. Todas as iniciativas neste sentido, que contribuam para sensibilizar a população são fundamentais", declarou o secretário de Saúde da Saúde, Gilberto Martin, que participou de uma audiência pública na Assembléia sobre o tema no Dia Mundial da Saúde.A proposta de Cheida prevê notificação e, em caso de reincidência, multas àqueles proprietários (pessoas físicas e jurídicas), de imóveis onde for constatado foco do mosquisto. O auto de infração será graduado em leve (01 foco), moderado (03 a 04 focos) e grave (mais de 05 focos), sendo que o valor poderá variar entre R$ 500,00 e R$ 15mil. Os recursos arrecadados com as mesmas deverão ser integralmente aplicados em ações preventivas e tratamento dos indivíduos infectados.Exemplo - O presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Paraná (COSEMS), Antônio Carlos Nardi, que também é secretário municipal de saúde em Maringá avaliou o Projeto de Lei como uma necessidade para o Paraná."É uma medida essencial e que tem a nossa aprovação", disse o presidente do Conselho. Ele contou que Maringá passou por uma epidemia no ano de 2007 e que medida semelhante foi adotada, por meio de Lei Municipal. "A multa foi a única forma de garantirmos a participação concreta da população pois, tem que doer no bolso para que o cidadão tenha consciência da importância da sua contribuição", destacou Nardi.Em Maringá, após uma primeira visita os agentes de saúde dão um prazo de 48 horas para que o proprietário se responsabilize por limpar seus vasos, virar garrafas com a boca para baixo, jogar pneus fora ou cobrir com lona, tampar a caixa d´água entre outros cuidados que se devem ter na hora do combate a dengue. Caso o problema não tenha sido solucionado neste período, os agentes aplicam uma multa, que pode variar entre R$ 100 e R$10 mil. "No ano passado quando a Lei entrou em vigor, tínhamos mil casos de dengue. Hoje, um ano depois temos apenas 26", mencionou o secretário Nardi. Ele atribui a queda no número de casos às multas mas, principalmente as campanhas e ações de conscientização. Além disso, o município garantiu o direito de transformar 11 agentes de saúde em oficiais de justiça, o que facilita a entrada das equipes em imóveis fechados ou onde os proprietários não permitem a entrada dos agentes municipais. Ao todo, Maringá conta com 165 agentes de saúde que realizam cerca de 30 visitas diariamente."Mesmo com todo o trabalho de prevenção e informação muitas pessoas ainda restringem a entrada dos agentes por acreditar que na sua propriedade está tudo controlado e não precisam de orientação. Geralmente são nessas casas onde encontramos focos do mosquito da dengue", enfatizou Nardi. Para ele, esta é a prova de que há necessidade de um Projeto de Lei estadual para aumentar a responsabilidade da população. Pesquisas informam que 95% da dengue é causada por problemas que poderiam ter sido resolvidos como disposição correta de lixo, limpeza de jardins e caixas d´água, entre outros.Meio Ambiente - O comandante do Batalhão de Polícia Ambiental– Força Verde, Coronel Sérgio Fillardo, também apóia o Projeto de Lei. "A reincidência já é um absurdo, por isso considero a proposta fantástica", afirmou Filardo. A Polícia Ambiental da Polícia Militar está reforçando a campanha de combate a dengue com uma armadilha para capturar o mosquito transmissor da doença. Além de diminuir a proliferação do mosquito, a armadilha também serve para auxiliar na retirada de garrafas pets do meio ambiente, contribuindo para a preservação da natureza. Já o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, acredita que a população e o meio ambiente serão beneficiados com o Projeto de Lei. "Ao correr o risco de ser multado o cidadão estará mais consciente sobre a importância da limpeza do seu imóvel e de terrenos, córregos e rios que contém lixo jogados pelas pessoas, obstruindo o escoamento da água e tornando muitos locais propícios para a proliferação do mosquito", finalizou Rasca.
Notícias Relacionadas
18:26
Confira um resumo das principais notícias da Assembleia Legislativa no Boletim Assembleia
Leia mais
15:09
Deputada Maria Victoria (PP) destaca sanção de lei que incentiva a transformação de resíduos em energia limpa no Paraná
Lei nº 23.246/2026 estimula o aproveitamento do gás metano derivado de resíduos sólidos para fins energéticos no Estado.
Leia mais
13:39
Assembleia Legislativa debate saúde mental, aquicultura e presta homenagens na próxima semana
A sessão plenária da próxima segunda-feira (15) conta com sete itens na pauta.
Leia mais
13:11
Fórum realizado na Assembleia discute políticas públicas para comunidades terapêuticas
Realização do II Fórum Estadual Permanente de Comunidades Terapêuticas no Paraná foi uma iniciativa do deputado Gilson de Souza (PL)
Leia mais