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Deputado Marcelo Rangel (pps)
10h44
por Osni Gomes / 41 9161-5680
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“Nós da oposição já sabíamos que isso ia acontecer”, disse ontem o deputado Marcelo Rangel ao receber a notícia de a gasolina vai ser o primeiro produto a ser atingido pelo “tarifaço” aprovado em dezembro do ano passado na Assembléia Legislativa. “Tanto que votamos contra e alertamos que o ônus acabaria atingindo toda a população”. Marcelo Rangel (PPS), na ocasião, foi acompanhado pelos votos contrários de outros cinco deputados.A partir do dia 1º de abril o preço do litro da gasolina sobe em média R$ 0,10, ou 5%, em todo o Paraná e o efeito cascata desse aumento, incidirá sobre praticamente todos os serviços e atividades comerciais que dependem diretamente dos combustíveis.“Fizemos um esforço gigantesco para evitar essa aprovação, mas não fomos ouvidos. Agora está aí o resultado. Ao contrário daquilo que nossos oponentes previam, não houve qualquer reflexo de redução em preços de bens e serviços. E agora chega um aumento que nós prevíamos. Parece ironia, mas no dia da mentira, vamos ter que engolir uma triste verdade”, lamentou o deputado.O aumento foi anunciado ontem (20/3) para a partir do mês que vem, pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lojas de Conveniência do Estado do Paraná (Sindicombustíveis-PR). E o motivo anunciado é “reflexo da mudança na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do estado, que passará de 26% para 28% na mesma data”.A alteração foi sancionada pelo governador Roberto Requião (PMDB) no final do ano passado. A proposta da ‘minirreforma tributária’, conforme o governo, era beneficiar as classes C, D e E, com redução, de 25% para 18% ou 12%, sobre 95 mil itens de consumo popular, como medicamentos, alimentos, produtos de higiene e eletrodomésticos. A mesma proposta previa os aumentos dos combustíveis, energia elétrica e telefonia. “Tanto que esta minirreforma ficou conhecida como “tarifaço” e o primeiro aumento já está aí e outros virão. As reduções, lamentavelmente, ficarão no esquecimento”, lamentou Rangel.Ministério públicoOntem (20/3) o deputado Marcelo Rangel fez a entrega oficial das fotos de 49 veículos inativos ao Ministério Público. São registros datados e que visam comprovar definitivamente as denúncias apresentadas esta semana na Assembléia Legislativa, dando conta de que o setor de segurança está vulnerável.O deputado mostrou-se confiante de que agora o governo vai se sensibilizar com o problema e aproveitará para encaminhar junto com o aumento do salário mínimo do Paraná, o seu pedido para que se oficialize finalmente o Plano de Cargos e Salários dos Profissionais da Segurança Pública, resgatando uma promessa que se estende desde 2005.“Muitas vezes a contundência de nossas reivindicações não agrada o governo do Paraná e os seus apoiadores. Isso no entanto não podemos levar em conta. Temos que estar atentos, antes de agradar as representações palacianas, às reivindicações e carências da comunidade. E a falta de segurança é uma questão da qual não podemos abrir mão, principalmente diante de um quadro extremamente preocupante como o nosso”, sintetizou Rangel.
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