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Deputado Mauro Moraes (pmdb)
13h34
por Amira Massabki / 41 3350-4029 / imprensa@mauromoraes.com.br / www.mauromoraes.com.br
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Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa, o deputado Mauro Moraes (PMDB) revelou ontem preocupação com uma possível turbulência dentro dos quartéis em virtude de uma proposta de aumento salarial para apenas uma parte da corporação ainda em fase de estudo no Executivo.Segundo o parlamentar, o governo estuda atualmente uma proposta de reajuste salarial para alguns profissionais graduados (capitão, major, tenente-coronel e coronel), deixando de fora parte da corporação que possui os mais baixos salários, como os praças, cabos, soldados, tenentes, subtenentes, entre outros.A proposta ainda inda não está definida, mas o Palácio das Araucárias estima impacto financeiro de 2,7% na folha de pagamento da Secretaria de Segurança Pública para conceder aumento para parte da policia militar. “O reajuste é justo. No entanto, o momento passa a ser inoportuno uma vez que o mesmo beneficio não se estende aos demais profissionais, sobretudo aos que recebem salários insignificantes, se comparado ao de outros estados”, comentou o parlamentar.Para incluir os demais profissionais no projeto de aumento salarial que vem sendo estudado pelo governo, Mauro acredita que seria preciso fazer um pequeno comprometimento de 8,9% no orçamento destinado à Pasta. “A Assembléia Legislativa aprovou, no ano passado, um aumento de 34% no orçamento da SESP, o que representa um adicional de mais de R$160 milhões disponíveis para investimento na área. O governo pode usar parte desse recurso para garantir melhores salários para toda corporação, e não apenas para parte dela”, disse.Mauro destaca ainda que o risco de “turbulência” dentro dos quartéis, caso apenas uma parte da corporação venha receber aumento, também tem como agravante o fato de que o salário inicial de uma agente penitenciário está fixado em R$2400, enquanto um policial recebe, no início da carreira e com todos os benefícios, pouco mais de R$1.600. “A PM está atuando no limite com baixos salários e muito trabalho de risco. Não é justo deixar de fora de um projeto de reajuste parte da corporação que mais necessidade de um aumento salarial e que é responsável pelo serviço operacional da policia”, cobrou.
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