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Deputado Mauro Moraes (pmdb)
15h30
por Amira Massabki / (41) 3350-4029 / imprensa@mauromoraes.com.br / www.mauromoraes.com.br
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Autor da indicação parlamentar que sugere a criação da Universidade Estadual de Curitiba e Região Metropolitana, o deputado Mauro Moraes (PMDB) afirmou ontem que irá apresentar uma emenda durante a discussão da proposta orçamentária, para o exercício de 2010, aumentado em R$80 milhões o repasse para a secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). O montante irá garantir a instalação dos primeiros cursos na instituição. A sugestão, aprovada no primeiro semestre deste ano na Assembleia Legislativa, já foi encaminhada ao Poder Executivo, que poderá ou não acatar a indicação. Segundo Moraes, a criação de uma universidade pública na capital paranaense vai atender uma demanda antiga, principalmente da região metropolitana. “Temos universidades estaduais espalhadas pelo interior. Na capital, a única instituição gratuita é a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que recebe, na sua maioria, alunos oriundos de escolas particulares”, comentou o deputado. No texto apresentado pelo parlamentar, a Universidade de Curitiba e RMC teria 60% das suas vagas reservadas aos estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas. A justificativa para a abertura de vagas exclusivas para alunos de menor renda, segundo Moraes, é a grande desistência desses mesmos estudantes em faculdades particulares. “O índice de desistência em instituições privadas, principalmente dos alunos que precisam trabalhar para pagar seus estudos, é muito alto”, comentou. O deputado ressalta que não pretende levantar polêmica sobre o sistema de cotas, mas abrir um espaço para que estudantes que não tiveram a oportunidade de concluir o segundo grau em escolas particulares, ou que fizeram cursinhos concorridos e de alto custo, como é o caso da maioria que passa no vestibular na UFPR, tenham oportunidade de concluir o ensino superior. Cursos De acordo com Moraes, para garantir a abertura dos primeiros cursos, o governo teria condições de repassar ao menos R$80 milhões para a SETI. “Isso não permite a instalação de cursos que necessitam de laboratórios e aparelhamentos caros, como medicina, odontologia e engenharias. Mas é possível formar inicialmente profissionais nas áreas humanas e sociais aplicadas, como direito, economia, administração, pedagogia, entre outros”, disse.
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