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Deputado Péricles de Mello (pt)
14h31
por Luis Otávio dias / 41 3350-4250 - 9621-2141
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Um manifesto elaborado por várias entidades representativas de Ponta Grossa mostra preocupação com o processo de implantação do aterro sanitário na cidade e questiona a legalidade da autorização das licenças emitidas por órgãos estaduais responsáveis. O documento foi lido pelo deputado estadual Péricles de Mello (PT) na tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, dia 2. O próprio deputado já solicitou à Comissão de Meio Ambiente da Casa a convocação de uma audiência pública sobre o caso, o que deve ocorrer nas próximas semanas.O manifesto, assinado por 16 entidades sociais sem fins lucrativos, deixa evidente a urgência de ampliar o debate público sobre a construção do aterro, alegando que o local destinado à obra trata-se de uma área de preservação ambiental. As entidades colocam em dúvida a ação do Instituo Ambiental do Paraná (IAP) ao autorizar a construção do aterro sem as garantias exigidas por setores da sociedade. No texto, consideram que o destino dos resíduos deve ser avaliado com total responsabilidade ambiental, e se dizem indignados, pelo IAP liberar a obra sem prestar esclarecimentos à sociedade. O documento ainda traz a informação de que foram feitos estudos que indicam o local como inapropriado para receber um aterro sanitário, esclarecendo que levantamentos realizados por pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Instituo Chico Mendes, entre outros setores, comprovam que há um aquífero com características estruturais que conduzem água, ficando assim, passível de risco de contaminação. As entidades alertam ainda que o aterro vai ocupar a área da Bacia do Pitangui, manancial de água que abastece a cidade e encontra-se dentro da zona de preservação da Escarpa Devoniana, o que pode levar à contaminação de lençóis freáticos e córregos adjacentes. Atentam também para que a área não sirva de depósito de lixo para municípios vizinhos. Ao final do documento solicitam apoio das autoridades para que sejam tomadas providências e esclarecimentos junto ao IAP com conhecimento do Ministério Público Estadual. Em seu discurso, o deputado Péricles relatou matéria veiculada em jornais de Ponta Grossa de que o Ministério Público Federal deve pedir o cancelamento do alvará de construção, autorizando o início da obra, fornecido pela Prefeitura à empresa Ponta Grossa Ambiental, responsável pela exploração do aterro.
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