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Deputado Plauto Miró (dem)
09h09
por Sonia Maschke / Jaime Santorsula Martins / 41 3350-4193
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Os repetidos alertas feitos pela oposição sobre a gravidade do passivo judicial do Estado foram confirmados pelo governo e com agravante. As dívidas acumuladas a cada ano, na maioria dos casos por rompimento de contratos contrários aos desejos do governador Requião, aumentaram assustadoramente. A avaliação foi feita pelos deputados oposicionistas, nesta terça-feira (10), após a informação do colunista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo, que, em cinco anos, o débito cresceu 50%, saltando de R$ 2,4 bilhões para os R$ 3,7 bilhões. Os dados constam em resposta do governo a requerimento do deputado Ney Leprevost (PP).O líder do Democratas, deputado Plauto Miró, lamentou o fato do passivo judicial ter aumentando consideravelmente nos últimos cinco anos. “O que temos visto é preocupante. Tudo isso tem ocorrido enquanto o governador Requião está no poder”, alertou.Plauto destacou ações conflitantes que se arrastam há anos e que as dívidas ficarão para os governos futuros. “Esse governo só tem protelado essas ações. Com certeza, não será o governo Requião que vai pagar essa dívida”, ressaltou.O parlamentar citou vários casos que envolvem disputas judiciais, como o caso da Sanepar e seus sócios privados, da Fazenda Syngenta que foi invadida por integrantes de movimentos sociais e teve o trabalho de pesquisa e tecnologia de sementes transgênicas interrompido e também a briga com as concessionárias de pedágio. “Esses são alguns casos, mas não podemos esquecer da UEG Araucária. O governo rompeu o contrato com a empresa El Paso e depois de perder uma ação na Câmara Arbitral de Paris resolveu comprar por quase R$ 400 milhões a usina que segundo o próprio governador era uma bomba que iria explodir”, citou.“Essas ações impensadas do governador farão com que num futuro próximo os paranaenses tenham que pagar por essas atitudes irresponsáveis do governador Requião”, concluiu. AlertaO vice-líder da Oposição, deputado Élio Rusch (DEM) lembrou que declarações de que o passivo judicial poderá se tornar incalculável foi feito também pela presidente da Associação dos Procuradores do Estado do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes. “Não são só os deputados da oposição que fazem esse alerta. É uma preocupação que atinge toda a sociedade, que vê nas quebras de contrato o passivo aumentar. São centenas de ações que estão na Justiça”.Rusch considerou ainda que sobre esse valor de R$ 1,2 bi poderá ser incluído também o débito do governo com a ParanaPrevidência. “Desde 2005 o governo não repassa a parte que lhe cabe ao fundo previdenciário, o que também se torna um passivo para o Estado”, disse.“Se formos somar todos os débitos do governo nessas ações judiciais e com a ParanaPrevidência a cifra é mais assustadora ainda, chega nos R$ 5 bilhões”, finalizou.
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