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Deputado Reni Pereira (psb)
17h53
por Sonia Maschke - Jaime Santorsula Martins / 41-3350-4193
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O deputado Reni Pereira (PSB) voltou à tribuna na Assembléia Legislativa, nesta terça-feira (21), para contestar os possíveis benefícios da mini-reforma tributária proposta pelo Governo do Estado.A preocupação do deputado aumentou após ouvir do líder do Governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli, que é a economia de mercado, a competitividade, que vai definir se o produto vai baixar ou não. “O peixe sempre morre pela boca. O deputado Romanelli acabou de confirmar aquilo que temos dito desde o primeiro pronunciamento a respeito da reforma tributária. Quem dá a regra são os grandes supermercadistas”, disse. “Temos a certeza de que o custo da energia elétrica irá aumentar para as indústrias. Do outro lado, ficará a critério dos supermercadistas se vão baixar ou não”, completou.Reni ressaltou a necessidade de se buscar maiores esclarecimentos, principalmente com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio- Econômico (Dieese). “Li em notícias de jornais declaração de consultores do Dieese dizendo que não haverá diminuição de preços ao consumidor. Isso é algo grave e que temos alertado desde o principio”, analisou.A certeza, segundo Reni, é o aumento de imposto para a população. “O aumento de alíquota sobre a energia elétrica, telefonia e combustível atingirá diretamente a sociedade. O aumento desses impostos é certo, há uma necessidade de buscar um equilíbrio para o consumidor”, afirmou. Em relação à energia elétrica, o deputado reforça a idéia de que o percentual de imposto efetivamente pago pelo consumidor é muito maior do que o determinado pelo governo.“Na fatura da energia o imposto é cobrado por dentro, embutido no preço”, assegura Reni. Desta forma, de acordo com o deputado, em um consumo de R$ 71, o consumidor pagará uma fatura de quase R$ 100. São R$ 29 de imposto, o que equivale a 40%. “Se fosse aplicado a alíquota de 27% sobre o consumo de R$ 71, o valor da fatura seria de R$ 90,17”, concluiu.EmendaReni Pereira já adiantou que irá propor como emenda ao projeto a isenção do pagamento de ICMS de hospitais que têm mais de 60% de atendimento pelo SUS.“Não é justo o Estado cobrar imposto dessas casas de saúde. Esses hospitais particulares atendem uma função que é do Estado”, destacou.
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