Deputados conhecem potencial econômico e ecológico do bambu
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) participou nesta terça-feira (05), de uma videoconferência com executivos da Associação Brasileira da Indústria e dos Produtores de Bambu e Fibras Naturais (Abrafibra) para conhecer o potencial da cultura do bambu, tanto do ponto de vista econômico quanto ecológico.
Romanelli é um dos coautores do projeto de lei 492/21, que prevê a criação de um ambiente de incentivo à cultura do bambu no Paraná que está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná. “Pudemos ver que há um grande potencial de exploração e de aplicação do produto, que nos parece atender aos pressupostos da sustentabilidade, com benefícios ambientais, econômicos e sociais”, destaca o deputado.
Para o parlamentar, a criação de um marco regulatório, por meio de lei estadual, vai estimular o plantio do bambu e ampliar oportunidades de renda no campo. “Vamos trabalhar para aprovar um projeto que possa ter diretrizes gerais, que tenha como propósito um novo incentivo ao ambiente produtivo e que possibilite estabelecer uma nova fonte de renda no campo”, afirmou Romanelli.
O encontro virtual também foi acompanhado pelo deputado Goura (PDT), que é o autor do projeto de lei, e teve apresentações do presidente da Abrafibra, Guilherme Korte, e de Katiane Gouvêa, diretora-executiva da entidade. O projeto de lei também tem a coautoria dos deputados Reichembach (PSC) e Boca Aberta Jr (PROS) e da deputada Luciana Rafagnin (PT).
Diferentes funções - A justificativa do projeto de lei cita que o Brasil tem mais de 200 espécies de bambu, que cumprem diferentes funções. Economicamente, o produto de potencial para servir como matéria prima para as indústrias da construção civil, da moda, automotiva, naval e aeroespacial, de embalagens e de cosméticos.
O texto informa ainda que a planta é de fácil manuseio e tem rápido crescimento, podendo servir aos programas de combate à fome e a insegurança alimentar, devido ao seu alto teor nutricional. Outro benefício citado é de que o manejo não requer a aplicação de fertilizantes e agrotóxicos. Além disso, é uma cultura é utilizada para neutralizar as emissões de carbono.
Guilherme Korte acrescenta que o bambu também pode ser utilizado como fonte de energia e reforça a aplicação da planta para recuperação de áreas degradadas. “Há um potencial gigantesco com o plantio integrado do bambu, sem alterar cadeia produtiva já existente nas propriedades”, disse.
Segundo o executivo da Abrafibras, o Paraná sai na frente e pode criar uma legislação modelo, com potencial para ser referência para todo o Brasil. “A Associação se coloca à disposição do legislativo paranaense para contribuir na elaboração da lei estadual mais moderna para o bambu”, ressaltou.
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