Dia Estadual do Celíaco é comemorado com debate sobre os direitos de quem tem a doença
O acesso à informação correta foi a principal mensagem transmitida aos participantes do 3º Encontro do Dia Estadual do Celíaco promovido nesta sexta-feira (18) na Assembleia Legislativa do Paraná. Além de debater as formas de diagnóstico e tratamento da doença celíaca, o evento também contou com discussões sobre os direitos dos celíacos. A doença autoimune é desencadeada pelo contato direto e indireto com o glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada, no centeio, na aveia e em seus derivados.
Segundo a deputada Claudia Pereira (PSC), autora da lei que instituiu o Dia do Celíaco no Paraná em 20 de maio, promover debates sobre a doença celíaca e todas as suas consequências serve de alerta para que os pacientes possam conhecer e, principalmente, exercer seus direitos.
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As legislações federal e estadual já garantem aos celíacos a rotulagem adequada de produtos industrializados, espaços específicos em supermercados para produtos sem glúten, informações sobre a composição dos alimentos em cardápios de bares, lanchonetes e restaurantes, fornecimento de merenda escolar adequada e no Paraná o “Selo Sem Glúten” para estabelecimentos seguros para celíacos. Somadas ao que preveem o Código de Defesa do Consumidor e a Constituição Federal, todas essas leis vêm garantir aos celíacos não apenas o direito à saúde, mas também a igualdade em sociedade, como explica a professora de Direito do Consumidor, Karina da Silva Matagão.
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A estimativa mundial é de que 1% da população tenha a doença celíaca, mas somente metade dessa parcela da população recebeu o diagnóstico. A doença compromete o intestino delgado, mas em muitos casos pode não apresentar sintomas gastrointestinais, dificultando o diagnóstico. Para a médica gastroenterologista Lorete Kotze, precursora no Paraná das pesquisas sobre a doença, é preciso levar informação de qualidade tanto para a população como também para os profissionais de saúde.
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Durante o encontro, a médica gastroenterologista Danielle de Castro Kiatkoski falou sobre a importância do diagnóstico correto, o tratamento adequado e a conscientização de amigos e familiares sobre a importância do paciente não ter nenhum tipo de contato com glúten. Já a diretora do Procon-PR, Claudia Silvano, respondeu perguntas sobre os direitos dos celíacos e quais as medidas que podem ser adotados em caso de violação do que prevê a lei. A Acelpar (Associação dos Celíacos Brasil-Paraná) faz o acolhimento e a orientação de celíacos e familiares e mantem um cadastro de lojas e restaurantes com produtos sem glúten.
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Kharina Guimarães.
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