Em homenagem, viúva de Fábio Campana define jornalista como "artesão das palavras"
Uma emocionada Denise de Camargo, viúva do jornalista Fábio Campana, recebeu na tarde desta segunda-feira (13) na Assembleia Legislativa do Paraná o título póstumo de menção honrosa das mãos do deputado Luiz Fernando Guerra (União). Uma homenagem do parlamentar pela trajetória pessoal e profissional do jornalista e escritor, que também era poeta, publicitário e editor. Fábio Campana morreu em 29 de maio de 2021, aos 74 anos de idade, vítima de complicações da Covid-19. O deputado Guerra lembrou que, além de toda a influência e o legado deixados por Campana, a entrega da menção honrosa também é uma homenagem à família, base forte do jornalista.
(Sonora)
Fábio Campana ficou casado com Denise, que é professora universitária, pesquisadora e psicóloga, por quase 50 anos. O casal teve dois filhos: Rubens e Izabel Campana, mãe de Antônio, de cinco anos. No discurso, ela contou que o marido, que já foi servidor do Poder Legislativo, tinha paixão por música, história, literatura, poesia e ficção, além, é claro, de política. Tanto que manteve por 15 anos um blog, onde escrevia sobre o tema. Denise destacou que a homenagem na Casa de Leis foi simbólica, tocante e definiu Fábio Campana como um "artesão das palavras".
(Sonora)
Profissionalmente, entre outras funções, Fábio Campana foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Curitiba e secretário estadual de Comunicação por três vezes na década de 1990. Também atuou como editor do Jornal Correio de Notícias e foi colunista dos jornais O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná, Gazeta do Paraná e Gazeta do Povo; além de comentarista das rádios CBN, BandNews e Banda B. Também trabalhou como editor da extinta revista Atenção; editor da Travessa dos Editores, e das revistas Et Cetera e Ideias.
Como publicitário, trabalhou em agências, em marketing político, atuando em campanhas para governos estaduais, para prefeituras e campanhas presidenciais que elegeram dois presidentes do Paraguai, nos anos de 1993 e 1998. Escreveu poemas, contos, romances. Publicou uma dezena de livros e ainda deixou alguns a serem publicados, como revelou Denise, ao longo do discurso. Entre eles, um sobre os bastidores da política paranaense e seus personagens. Em 2014, foi condecorado com a Ordem Estadual do Pinheiro.
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