Especialistas alertam para a responsabilidade de pais e professores na proteção das crianças
(Descrição do áudio))
As estatísticas revelam uma realidade que assusta. Segundo o delegado-chefe do Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Federal do Paraná, Flúvio Cardinelle Oliveira Garcia, 70% das crianças e adolescentes sabem mais sobre internet e tecnologia do que os próprios pais. O dado foi apresentado durante a audiência pública sobre Tecnologia e Dignidade Humana, realizada nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Paraná.
O delegado fez um alerta sobre a vulnerabilidade das crianças e adolescentes diante da infinidade de ameaças da rede mundial de computadores. Segundo relatório da ONU, o Brasil está entre os cinco países com mais registros de crimes cibernéticos do mundo. Nesse cenário, as crianças estão cada vez mais suscetíveis a tornarem-se vítimas.
Sonora (Ingenuidade)
Entre as principais recomendações está preservar a intimidade da família, o cuidado com amizades virtuais e não fotografar os filhos em cenas comprometedoras. Pais e responsáveis tem papel fundamental para evitar que crianças e adolescentes fiquem expostos aos perigos da internet. O delegado alerta que o melhor caminho é agir na prevenção e na educação para evitar danos que, em muitos casos, são irreversíveis.
Sonora
A educação e o uso de condutas adequadas também foi o caminho recomendado pela médica e doutora em Saúde da Criança e do Adolescente, Luci Pfeiffer, que tratou das consequências para a saúde. Luci lembrou que em muitos casos o uso irracional da tecnologia pode ser considerado uma forma de negligência.
Sonora
Entre os danos a saúde, a médica destacou os problemas psicológicos, dificuldade de aprendizagem, isolamento social, distúrbios de sono, deficiência nutricional, miopia e problemas posturais e musculares. Doutora Luci ressaltou a importância do brincar para as crianças.
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Os estudos apresentados indicam que crianças com até dois anos de idade não devem ser expostas a nenhum tipo de tecnologia, de três a cinco anos o acesso deve ser limitado há uma hora por dia e de seis a 18 anos o limite deverá ser de duas horas diárias. O grupo HC-Dedica (Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente), coordenado pela doutora Luci Pfeiffer, lança nesta quarta-feira a Campanha Conecte-se com o que importa, focada na conscientização sobre a negligência.
Sonora
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Kharina Guimarães.
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