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Especialistas debatem adoção tardia em audiência pública na Alep

14h09
por Cláudia Ribeiro
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((Descrição do áudio))

 Cursos, encontros, palestras... Têm sido essas as formas encontradas pelas autoridades para incentivar a adoção tardia, ou seja,  quando a criança deixa de ser um bebê, vai para as casas de acolhimento e tem consciência de quem é.  E a Assembleia Legislativa também se juntou â causa. Por meio da Comissão de Defesa da Criança, do Adolescente e do Idoso (CRIAI), a presidente, deputada Cláudia Pereira (PSC), promoveu uma audiência pública sobre o tema, na manhã desta quarta-feira (22), no Plenarinho da Casa. Para a parlamentar, é preciso entrar no debate para poder apontar soluções.

(Sonora)

E todos os convidados, do Ministério Público, da Secretaria  da Família, do Tribunal de Justiça. Da assistência social  e que são ligados à área da infância e adolescência, concordam que o grande desafio da adoção tardia é mudar a cultura das famílias brasileiras, que insistem em adotar recém-nascidos ou bebês.  Entre esses convidados.  o desembargador Rui Mugiatti, que lembrou: ao contrário de países europeus e dos próprios Estados Unidos, por exemplo, que costumam adotar grupos de irmãos de várias idades e até deficientes, no Brasil não há essa cultura.  

(Dinora)

 Durante a audiência, foram mostradas experiências bem-sucedidas na área, como a do município de Araucária, que faz um  trabalho de acolhimento desde 2014, com capacitação de  equipes, reuniões semanais, com o intuito de, segundo a assistente social,  Cristiane do Nascimento, construir  o primeiro vínculo das crianças e adolescentes. Por isso, a importância do  profissional estar capacitado, já que esse acolhimento tem papel fundamental na adoção tardia. Em parceira com o  Grupo de Apoio â adoção consciente (GAACO) foram criados  projetos como o Dindo, onde  as famílias se tornam padrinhos das crianças e adolescentes abrigados, e Encontro, onde promovem eventos com a comunidade para que possam se conhecer e assim, que surja a afinidade. Uma das formas para a decisão das famílias em adotar.  O promotor  Davi Kerber de Aguiar, diz que é esse é um dos  caminhos.

(Sonora)

Foi assim com o psicólogo Marcelo dos Santos. Ele queria adotar uma criança de 4 a 6 anos, mas, ao ser convidado para o projeto Encontro,  mudou de opinião e há três meses, adotou Mateus, de 14 anos.

(Sonora)

 As imagens de crianças e adolescentes assistidas pelo Poder Judiciário de Pernambuco, em redes sociais, também é uma das experiências inovadoras.  Com a divulgação  de perfis de crianças e adolescentes que estão disponíveis no Cadastro de Nacional de Adoção,  depois de um ano,  das 48 imagens mostradas ,  13 crianças e adolescentes já estão em processo de adoção. E como disse uma juíza pernambucana, em uma mensagem de vídeo, durante a audiência,  isso é uma vitória se se considerar que, para cada seis crianças a adolescentes habilitados para adoção, há apenas uma família interessada e que 67% dos casais preferem adotar crianças de até quatro anos e que no Paraná, dos cerca de três mil habilitados para serem adotados, 48% são adolescentes de 13 a 17 anos

 ( sobe som dela)

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