Governo deve atender pedidos emergenciais na área da segurança pública em Ponta Grossa
Novas viaturas para as polícias civil e militar, mais soldados no efetivo do 1º Batalhão da PM e a construção da Casa de Custódia de Ponta Grossa são algumas das reivindicações feitas por representantes de vários segmentos da comunidade pontagrossense ao secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita. A médio e a longo prazo praticamente todas serão atendidas.
Esse foi o resultado da reunião promovida pelos deputados Plauto Miró Guimarães Filho (DEM) e Marcio Pauliki (PDT) na manhã desta segunda-feira (17) em Curitiba. O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg-PG) entregou uma pauta de reivindicações ao secretário, que também ouviu de empresários, agropecuaristas e representantes políticos relatos sobre a situação da segurança na cidade.
O deputado Plauto Miró abriu o encontro agradecendo a boa vontade do secretário em receber a comitiva para discutir o tema, principalmente a superlotação no presídio Hildebrando de Souza. Marcio Pauliki apontou o fato de Ponta Grossa ser uma cidade polo e que merece mais atenção do Estado, mesmo diante de esforços que já estão sendo feitos.
Plauto lembrou ao secretário Mesquita que a construção da Casa de Custódia é um pedido antigo da comunidade. “Eu tenho reforçado esse pedido nos últimos anos, pois a ampliação de vagas carcerárias é fundamental para amenizar os problemas que hoje enfrentamos na nossa cidade”, disse. Já o deputado Pauliki mencionou o fato de o governo ter sanado em grande parte as deficiências do Instituto Médico Legal. “O que queremos agora é o mesmo empenho em relação às novas reivindicações que estamos apresentando”, justificou.
A presidente do Conseg-PG, Jane Villaça, destacou que 772 presos estão ocupando um espaço projetado para 207 pessoas, no presídio Hildebrando de Souza. Devido à superlotação os presos estão enfrentando problemas com o sistema elétrico, falta de água e até de alimentação. “Precisamos resolver essas questões urgentemente para evitar o pior, até que uma nova unidade seja construída”, disse. Segundo a presidente do Conseg-PG, o Fundo Rotativo, destinado à manutenção do presídio, é insuficiente para realizar as obras necessárias como a construção de uma caixa d’água com mais capacidade e outros reparos.
Soluções possíveis – O secretário Wagner Mesquita preferiu não falar em promessas, mas sim em possibilidades viáveis e capazes de atender, dentro de critérios técnicos, os problemas apresentados pelos convidados. Mas assegurou que Ponta Grossa está dentro das prioridades da Pasta. Sobre a superlotação, Mesquita disse que assim que forem concluídos alguns trâmites burocráticos, a construção da Casa de Custódia será iniciada com previsão de término até junho de 2018. “Sabemos que precisamos tomar outras medidas para aliviar a situação do presídio e já determinei à minha equipe para que isso seja feito”, afirmou.
Uma das possibilidades apresentadas é a instalação de Unidades Modulares de Concreto para acomodar os detentos. O secretário fez questão de explicar que esse modelo de cela não tem relação com os containers que já foram experimentados anteriormente. “Os módulos são uma solução mais barata e que a curto prazo pode ser feita, para aliviar a superlotação”, enfatizou. Outra garantia é a de que ao menos quatro novos carros sejam entregues para o corpo de bombeiros ainda este ano. Para o início de 2017, novas viaturas serão entregues para as polícias civil e militar. “Estamos comprando 1.200 novos carros e vamos destinar vários deles para Ponta Grossa. São SUVs e caminhonetes”.
Mesquita também disse que o modelo de aluguel de carros, adotado para atender a região metropolitana, deverá ser estendido para todo o estado. A intenção é fazer com que as unidades menores, do policiamento ostensivo, sejam repostas imediatamente diante de algum tipo de baixa. Segundo o secretário, esse sistema se mostrou mais barato e evita que faltem carros para atender a população. Com a viabilidade confirmada pelo projeto piloto implantado em Curitiba, a expectativa é que 300 novas viaturas sejam contratadas para o Paraná, sendo que 40 seriam destinadas à Ponta Grossa.
Quanto ao aumento do efetivo para a PM, é necessário aguardar a graduação dos novos soldados que estão em formação nos quarteis. Não foi descartada a possiblidade de que parte dos formandos que está em Guarapuava, possa estagiar em Ponta Grossa, o que já ampliaria o policiamento na cidade.
O secretário não quis fazer nenhuma promessa sobre novos concursos para a contratação de pessoal para a polícia civil, apesar de admitir a carência de investigadores e escrivães em todo o Paraná. “É uma questão de comprometimento de orçamento. Hoje não há como ampliar a folha de pagamento do Estado”.
Mais propostas– Para ampliar os trabalhos que envolvem a Segurança Pública, o secretário autorizou o estudo para a implantação de um laboratório de papiloscopia para acelerar os trabalhos periciais e de investigação criminal. A descentralização desse serviço depende de diversas parcerias, inclusive com a prefeitura, para ser concretizado, como já ocorre em Toledo, por exemplo. Outra forma de agilizar o atendimento à população em situações de emergência é a criação de novas Companhias da PM nos bairros de Uvaranas, Olarias, Nova Rússia e Oficinas. Para isso, os deputados Plauto e Pauliki vão apresentar uma Emenda Coletiva para o Orçamento do Estado de 2017.
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