Governo do Estado apresenta o plano de crescimento e eficiência de gestão
Estratégia visa crescimento de 4% ao ano, gerando 500 mil postos de trabalho até 2022 e prevê investimentos na ordem de R$ 40 bilhões para os próximos cinco anos.
Crescimento de 4% ao ano. Geração de 500 mil postos de trabalho até 2022. Investimentos de R$ 40 bilhões até 2023. Estas são as principais metas do Plano de Metas de Governo e da Lei de Eficiência de Gestão do Estado (LEGE), apresentadas nesta segunda-feira (18) no Salão Nobre da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). A apresentação feita aos deputados estaduais foi proposta pelo líder do Governo, deputado Hussein Bakri (PSD).
O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), o 1° secretário, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), o secretário-chefe da Casa Civil, Guto Silva, o secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Valdemar Bernardo Jorge, e diversos deputados participaram do encontro. A palestra foi ministrada pelo economista Paulo Rabello de Castro, responsável pela elaboração dos documentos.
O Plano busca a inovação e eficiência na gestão pública ao lado da redução da burocracia e modernização da infraestrutura. A Lei de Eficiência de Gestão é inédita no país e visa propor processos e soluções para o planejamento do Estado. De acordo com Rabello, o Plano de Metas está ligado do Plano de Governo. “O Paraná reúne condições para ser uma plataforma de inovação. Queremos implantar o maior programa de investimentos da história do Estado”, disse. O economista apresentou os pontos em que o Governo trabalha para otimizar os custos da máquina pública. “Esta Lei vai institucionalizar a eficiência no Paraná”, afirmou.
Ao lado do plano de metas, o economista lembrou a importância do dinamismo do setor empresarial e a aliança em torno do G7, grupo formado pela Federação das Indústrias do Paraná, Federação da Agricultura do Paraná, Federação e Organização das Cooperativas do Paraná, Federação do Comércio do Paraná, Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná, Associação Comercial do Paraná, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná e Sebrae-PR. “A Lei de Eficiência na Gestão Pública Estadual é um avanço importante à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Este é um projeto de Estado, não de governo. Precisamos de boa gestão que garanta a entrega de políticas públicas de qualidade à população”, lembrou o deputado Hussein Bakri (PSD).
Planejamento – De acordo com o 1° secretário da ALEP, deputado Romanelli, o documento demonstra uma preocupação com o futuro. “Esta Lei promove mudanças de paradigmas e vai representar a modernização do Estado. A Assembleia tem uma parceria com o governo em prol do desenvolvimento do Paraná”, comentou. Para o secretário Guto Silva, o Paraná é pujante, mas tímido. “Com a apresentação de hoje, queremos resgatar a capacidade de planejamento. Estamos criando estratégias para se posicionar nacionalmente. No Paraná, eficiência vai virar lei”, afirmou. O secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Valdemar Bernardo Jorge, disse que o projeto do Paraná é em longo prazo. “Vamos melhorar a gestão focando em resultados”.
Participaram da apresentação os deputados Paulo Litro (PSDB), Homero Marchese (PROS), Michele Caputo (PSDB), Jonas Guimarães (PSB), Delegado Recalcatti (PSD), Nelson Luersen (PDT), Galo (PODE), Alexandre Amaro (PRB), Luiz Fernando Guerra (PSL), Gilson de Souza (PSC), Coronel Lee, Márcio Pacheco (PDT), Reichembach (PSC) e Alexandre Curi (PSB).
Currículo – Paulo Rabello de Castro é graduado em Economia e Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É mestre e doutor em Economia pela Universidade de Chicago (EUA). Membro e presidente de 1994 a 1996 da Academia Internacional de Direito e Economia (AIDE), foi professor titular no Curso de Doutorado da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Paulo Rabello foi presidente do IBGE entre julho de 2016 e junho de 2017. Também foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante o governo do presidente Michel Temer.
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