Informatização dos serviços de saúde é aposta para gestão mais eficiente
Os parlamentares estaduais serão os principais aliados do Ministério da Saúde para que esse processo de informatização chegue a todos os municípios do Brasil. Segundo Barros, a saúde é sempre o maior problema apontado pelas pesquisas e s gastos representam 8% do Produto Interno Bruto. Os municípios chegam a gastar de 25% a 30% dos seus recursos em saúde. Por isso, apelou para o apoio dos deputados na apresentação de projetos de informatização na área.
(Sonora)
A inclusão de todas as informações em um sistema integrado facilita não apenas a gestão dos recursos e serviços, mas também representa um controle mais efetivo pela própria sociedade. Por meio de um aplicativo para celular, o cidadão poderá acompanhar o passo a passo das solicitações de consultas, exames e cirurgias. " É um novo patamar de qualidade de atendimento à saúde, na avaliação de Ricardo barros.
Porém, a participação do cidadão nesse processo de forma ativa precisa acontecer e é a aposta para acabar com o desperdício de dinheiro em decorrência de faltas ou do abandono do tratamento. O ministro afirmou que perde-se muitos recursos, porque 30% das consultas especializadas são desperdiçadas por não comparecimento, 80% dos exames de imagem apresentam resultado normal e 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos pacientes.
Em pouco mais de um ano à frente da pasta, Barros conseguiu economizar mais de 3 bilhões de reais (R$ 3,2 bilhões) com a adoção de métodos modernos de gestão. Outro avanço significativo foi o aumento no atendimento das emendas parlamentares com destinação de recursos para estados e munícipios. O ministro também destacou o fortalecimento das ações preventivas, como o combate à dengue e ao zika vírus, e a ampliação da vacinação.
Durante a palestra também foi apresentada a experiência da Defensoria Pública do estado de Sergipe. Lá existe um projeto piloto da câmara que tem atingido excelentes resultados. Um dos exemplos mostrados pelo defensor público Saulo Lamartine Macedo demonstrou que um exame que, na rede privada, custaria R$ 200 mil, na Câmara de Resolução de Litígios conseguiu-se um valor infinitamente menor: R$ 880 reais, na tabela SUS.
As Câmaras de Resolução de Litígios de Saúde estão entre as práticas que tem colaborado com a redução dos custos da saúde pública. O grupo comandado pela Defensoria Pública é formado por profissionais dos mais diferentes setores, que têm a função de avaliar as necessidades dos pacientes e encontrar soluções que evitem ações judiciais para garantir o atendimento médico solicitado. É uma atuação multidisciplinar que vem não só trazer benefícios ao Estado, por meio da economia de recursos, evitando sequestros judiciais, mas também traz mais satisfação ao usuário, que terá um aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde, por meio do atendimento da sua demanda, possibilitando também ao gestor uma previsão de recursos para a elaboração de políticas públicas adequadas.
A câmara pioneira no país é a do Rio de Janeiro, que tem um índice de sucesso de 84% nas negociações envolvendo procedimentos cirúrgicos, e 90,28% nos casos de medicamentos.
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