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Liderança da Oposição
14h12
por Sonia Maschke - Jaime Santorsula Martins / 41 3350-4193
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“Requião parece que também perdeu a memória”, reagiu o deputado estadual Valdir Rossoni, presidente do PSDB do Paraná, sobre as acusações feitas hoje cedo (20) pelo governador na “Escolinha” pela falta de dragagem do Canal da Galheta, porta de entrada do Porto de Paranaguá. Fez isso ao anunciar a dragagem de emergência que ali será realizada. “Requião assumiu seu segundo governo em 2003. Nomeou como superintendente dos portos do Paraná o irmão, Eduardo, um psiquiatra sem qualquer experiência administrativa em portos”.Rossoni lembra que neste tempo todo, o superintendente não fez a lição básica de dragar regularmente o canal. Enquanto o irmão alardeava em propaganda que Paranaguá era um dos portos mais eficientes do mundo, a Marinha informava que, em pouco tempo, corria-se o risco de a entrada de navios ser proibida, sem falar na possibilidade de ocorrer um acidente. “Em abril do ano passado, entrei com uma ação para obrigar que a dragagem seja feita corretamente, dentro dos padrões técnicos e ambientais. Agora o governador tenta me responsabilizar, porque essa é sua prática: ele culpa alguém para encobrir seus erros e de sua família”, disse o deputado. "Nunca fui contra a dragagem. Ninguém de juízo normal pode ser. Sou contra a mutreta, a incompetência, a inoperância, o descaso com a coisa pública, que é o que acontece no Porto desde 2003”. O deputado citou os casos do nepotismo, das tevês laranja e do terminal do álcool que, segundo Requião, parecem ser frutos de uma conspiração contra o seu governo, sempre incensadas pela “imprensa canalha”. “De tanto usar essa tática, ninguém mais acredita no que ele fala. Este tipo de ataque só reforça a idéia de que ele vive em outros mundos”, Rossoni.O presidente do PSDB acha hilário, por exemplo, que Requião tente atacá-lo exatamente no momento em que transforma o escritório de representação do Paraná em Brasília em secretaria e nomeia o mesmo mano Eduardo, que, por causa da lei do nepotismo, teve de abandonar o abandonado porto, foi nomeado secretário de Transportes e nunca assumiu, e agora ganha como “prêmio” o posto na capital federal. “Por que tanta proteção?”, pergunta o deputado.A briga de Requião para nomear o outro irmão, Mauricio Requião, conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, também foi lembrada por Rossoni. O governador trombeteava que o irmão mais novo era o melhor secretário de Educação do Brasil. Estranhamente, enfiou-o goela abaixo da população no TC três anos antes do fim do governo. Por coincidência é ali que são julgadas as contas do Governo do Estado – e o fato de haver impedimento da participação de parentes na análise a influência entre os sete conselheiros. “Talvez isso deixe o governador menos preocupado.”
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